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Portugal cai no ranking dos apoios covid à economia

Portugal cai no ranking dos apoios covid à economia

Descida na lista de 47 países do FMI acontece apesar do reforço das ajudas públicas a partir de abril deste ano.

Em janeiro deste ano, estava a terceira e mais violenta vaga da pandemia a começar, Portugal ocupava o 23.º lugar num ranking do Fundo Monetário Internacional (FMI) que avalia os pacotes de medidas de apoio à economia contra os efeitos da covid-19, e que inclui 47 países desenvolvidos ou de grande dimensão. Todos os valores considerados são cumulativos e contam desde o início de 2020, no início da pandemia.

Três meses depois, no retrato tirado em abril, Portugal caiu para a posição 29. E na edição intercalar do Outlook e do monitor orçamental do FMI, atualizados a 27 de julho passado, o esforço do país desceu novamente na lista internacional, ocupando agora o 32.º lugar no grupo de países abordados, mesmo tendo subido ligeiramente em proporção do produto interno bruto (PIB). Isto é: Portugal apoiou um pouco mais (desde abril), mas foi menos audacioso quando comparado com outros governos no grupo dos 47 analisados.

Elogios de Vítor Gaspar

Ainda assim, neste estudo, o país recebeu uma menção favorável do FMI por ter "prolongado" os programas de apoio à liquidez das empresas em resposta à quarta vaga, que começou em maio e obrigou a uma onda de novas restrições à atividade, circulação de pessoas e horários dos negócios.

"Alguns programas de apoio à liquidez das empresas foram prolongados em vários países, como por exemplo, Itália, Malta e Portugal", resume o capítulo da responsabilidade de Vítor Gaspar, o diretor para os assuntos orçamentais.

O pacote de apoios considerado pelo FMI está dividido em três partes: apoios relacionados com o setor da saúde, apoios diretos fora deste âmbito (ao emprego e às empresas) e apoios do tipo financeiro, como as garantias estatais em que assentam os referidos programas de ajuda à liquidez empresarial.

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Segundo o novo panorama económico global e a atualização do monitor orçamental (departamento liderado pelo antigo ministro das Finanças do PSD, Vítor Gaspar), Portugal dedica hoje 11,3% do PIB aos apoios covid. É até ligeiramente superior do que há três meses (11,1% do PIB em abril), mas como outros governos reforçaram os seus esforços para segurar a atividade económica proporcionalmente mais, Portugal continuou a descer neste ranking.

Em julho, a lista é liderada pela Itália, que está munida de um pacote de estímulos covid com um valor impressionante, que equivale a mais de 46% do PIB italiano.

Portugal também está abaixo da média de 16,6% do PIB deste grupo de 47 países analisados em julho pela instituição. Aliás, Portugal tem estado sempre abaixo da média. Em abril, o envelope português era 11,1% do PIB, a média internacional estava em 15,4%. Em janeiro, a média nacional cotava-se em 11,2%, ao passo que a média do grupo dos 47 rondava 14% do produto.

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