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Portugal deu contributo "bastante positivo" para plano de recapitalização

Portugal deu contributo "bastante positivo" para plano de recapitalização

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, esclareceu este domingo que Portugal "não apresentou reservas" quanto ao plano para a recapitalização dos bancos, tendo até dado um "contributo bastante positivo" para a fórmula acordada em Bruxelas.

"Portugal teve até um contributo bastante positivo para ajudar a determinar o melhor método para estabelecer as necessidade de recapitalização que podem decorrer das decisões que viermos a tomar", indicou, no final de um Conselho Europeu, e antes de uma cimeira de líderes da Zona Euro, que terá início ainda este domingo à tarde.

O chefe de Governo sublinhou que ficou "claro" nas discussões em Bruxelas que "a necessidade de recapitalização não é um sinal de fraqueza dos bancos portugueses", mas um problema de toda a Zona Euro.

"Independentemente do método" a seguir para a avaliação das necessidades de recapitalização, Portugal, lembrou o primeiro-ministro, tem no programa de assistência firmado com a 'troika' os meios necessários (12 mil milhões de euros) para que tal operação "se possa fazer caso os bancos não tenham eles próprios meios de capital suficientes para a realizarem sem necessidade de recorrer a fundos públicos".

"Os bancos portugueses não estão em piores circunstâncias do que a generalidade dos outros bancos. Isso não se deve apenas ao facto de estarmos sob a influência de um programa de assistência financeira, há vários países até de grande dimensão que não estão sob influência de um programa dessa natureza e têm também necessidades de recapitalização, em proporção com as suas economias, de uma forma não muito diferente que Portugal terá", sustentou Passos Coelho.

Portugal, noticiou a agência noticiosa France-Presse no sábado, estaria entre os países que se estão a demonstrar contra uma recapitalização coordenada dos bancos europeus afectados gravemente pela dívida grega, juntamente com a Espanha e Itália.

De acordo com fontes diplomáticas citadas pela agência, Portugal, Espanha e Itália teriam sido os países que mais veementemente se opuseram à proposta, justificando-se com o custo que teriam de suportar para o fazer.

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