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Portugal "está no bom caminho", diz um dos três credores nacionais

Portugal "está no bom caminho", diz um dos três credores nacionais

O chefe do fundo de resgate europeu, Klaus Regling, elogiou, esta sexta-feira, Portugal pela forma como tem conduzido o seu programa de reajustamento económico e financeiro, afirmando que o país "está no bom caminho".

"Portugal está a caminho de se tornar uma história de sucesso", disse Klaus Regling numa conferência de imprensa em Pequim.

As autoridades portuguesas "estão a alcançar os objectivos" e "estão no bom caminho", acrescentou.

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Klaus Regling falou de Portugal depois de ter evocado o "sucesso" obtido pela Irlanda, outro país da zona euro que recorreu à ajuda financeira externa.

"A Irlanda é uma historia de sucesso, o que é também reconhecido pelos mercados", disse Regling, salientando que nos últimos quatro meses, os juros dos títulos da dívida soberana irlandesa a 10 anos "desceram de 14 por cento para 8,5 por cento".

O chefe-executivo do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) destacou ainda que a Irlanda conseguiu "melhorar a competitividade" e "baixar o deficit".

"Portugal começou seis meses mais tarde do que a Irlanda (o programa de reajustamento) mas está também no bom caminho", afirmou.

Sobre a reestruturação da divida grega, Regling disse que se trata de "tratamento excepcional" e que "não será repetido noutros países".

"Os outros países não terão necessidade (desse tratamento)", acrescentou

O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira foi criado em maio de 2010, com uma dotação de inicial de 240.000 milhões de euros.

"Os 17 países da zona euro são os accionistas do Fundo e proporcionam as garantias para a emissão de títulos", recordou.

Klaus Regling chegou a Pequim hoje de manhã (hora de Lisboa) para contactos com responsáveis do ministério chinês das Finanças e do Banco Central da China.

Quarenta por cento dos títulos emitidos este ano pelo FEEF foram comprados por investidores asiáticos, entre os quais chineses, indicou Regling, sem precisar os montantes.

A visita ocorre dois dias depois da última cimeira da zona euro, que decidiu aumentar a capacidade do FEEF para cerca de um bilião de euros.

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