141 países

Portugal mantém 34.ª posição no "ranking" da competitividade

Portugal mantém 34.ª posição no "ranking" da competitividade

Portugal manteve-se no 34.º lugar do Ranking Mundial de Competitividade em 141 países analisados, atrás do Chile (33.º) e à frente da Eslovénia (35.º), com a pontuação do país a subir ligeiramente.

O "ranking", produzido pelo World Economic Fórum desde 1979, mede a capacidade dos países para competirem com outras economias e a sua metodologia foi revista no ano passado para incluir a economia 4.0, relativa à nova geração digital.

Apesar de a posição se ter mantido estável, a pontuação atribuída a Portugal teve um ligeiro aumento (de 70,2 para 70,4), atingindo um nível semelhante ao de 2003, quando o país se encontrava na 25.ª posição.

Na apresentação dos resultados deste ano aos jornalistas, esta quarta-feira, o presidente da Associação para o Desenvolvimento da Engenharia (Proforum), Ilídio Serôdio, disse que os resultados do inquérito tiveram em conta as respostas de 150 empresários em Portugal, realizadas nos primeiros meses do ano.

Os indicadores, que chegaram a ser 114, atualmente foram reduzidos para 103, continuando inseridos os mesmos 12 pilares tradicionais (com algumas alterações de terminologia).

"Não houve qualquer país a ultrapassar Portugal, nem ultrapassámos qualquer outro. Assim, Portugal continua claramente nas 35 economias mais competitivas do mundo das 36 que constituíam os países em que a inovação era o fator de maior desenvolvimento", destacou o responsável.

Apesar da manutenção na posição no "ranking", a competitividade da economia portuguesa desceu em sete pilares, subiu em quatro e ficou inalterado num.

A maior queda verificou-se no pilar do mercado laboral, com Portugal a descer 14 posições, seguido da estabilidade macroeconómica e mercado de bens que caem quatro posições face aos resultados da edição anterior.

Pela positiva, o destaque é para a utilização de inovação e tecnologia, que subiu três posições.

A lista do Ranking Mundial de Competitividade passou a ser liderada por Singapura (que no ano passado estava em 2.º lugar), com os EUA a ocupar a segunda posição.

Segue-se na lista do top 10 Hong Kong, Holanda, Suíça, Japão, Alemanha (que cai quatro lugares este ano), Suécia, Reino Unido e Dinamarca.

De acordo Ilídio Serôdio, é fundamental para Portugal aumentar o número e a qualidade das respostas no inquérito elaborado no início de cada ano, pelo que a associação conta organizar no próximo ano uma reunião de empresários para "sensibilizar mais empresas a aumentarem o número de respostas de Portugal".