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Portugal recupera, mas terá das retomas mais fracas desde 2019

Portugal recupera, mas terá das retomas mais fracas desde 2019

Bruxelas elogia estabilidade política no país e espera que a covid deixe de atrapalhar a economia a partir de março.

Portugal, Alemanha e Itália vão conseguir regressar durante este ano aos níveis de riqueza pré-pandemia, mas terão as retomas mais frágeis (assumindo o crescimento acumulado de 2020 a 2022, inclusive) da Europa, mostram dados novos da Comissão Europeia.

Espanha é o pior caso de todos: apesar do crescimento forte previsto para este ano, só deve conseguir regressar aos níveis anteriores à covid em 2023, indicam contas do JN/Dinheiro Vivo a partir das novas previsões de inverno de Bruxelas, ontem divulgadas.

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Segundo o comissário dos Assuntos Económicos, Paolo Gentiloni, Portugal até deve ser dos que mais crescem na Europa este ano, conseguindo regressar ao níveis pré-pandemia "no 2.º trimestre", mas o crescimento acumulado de 2021 e 2022 é dos que menos compensa a destruição pandémica que arrasou a economia em 2020, quando Portugal afundou mais de 8% em termos reais. Os três anos combinados (2020 a 2022) dão um crescimento real acumulado de apenas 2% para Portugal, a terceira marca mais fraca da Zona Euro. A Alemanha só consegue recuperar 1,8% face a 2020. Itália e Espanha, duas economias grandes da União Europeia e, tal como Portugal, muito dependentes do turismo estrangeiro e da livre circulação em termos de viagens, são as piores situações.

Boas Perspetivas

Em todo o caso, Portugal recebeu vários elogios ontem, em Bruxelas. Por ter agora uma situação política estável e por ter uma das perspetivas de retoma mais fortes este ano, ainda sem contar com o Orçamento do Estado de 2022 que foi chumbado, precipitando eleições.

O crescimento da economia portuguesa está com boas perspetivas, segundo a Comissão Europeia, devendo crescer 5,5% este ano, apesar da quinta vaga da covid no início do ano. Um dos trunfos é o dinheiro do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), indica ainda.

Bruxelas observa que, em 2021, "o investimento e as exportações de mercadorias já recuperaram para níveis acima dos anteriores à pandemia". "Estas são boas notícias para Portugal e para os portugueses, que podem confiar numa recuperação plena nos próximos anos, alicerçada numa implementação célere e eficaz do PRR, disse o ministro das Finanças, João Leão.

Mas "o ressurgimento das infeções covid-19 no início de 2022, bem como uma nova queda nas viagens internacionais, deverá abrandar o crescimento económico em Portugal para 0,5% no 1.º trimestre de 2022", estima a Comissão.

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