Aviação

Portugália recruta chefes de cabina para assistentes

Portugália recruta chefes de cabina para assistentes

A Portugália enviou uma ordem de serviço aos chefes de cabina, pedindo-lhes disponibilidade para efetuar serviços abaixo do seu posto, como assistentes ou comissários de bordo, ainda que sem perda de remuneração.

A reestruturação no Grupo TAP é a justificação para o pedido, que pede respostas até amanhã. No caso dos pilotos da TAP, o Governo admitiu estar disposto a avaliar a proposta de fazer cortes nos salários para minimizar despedimentos.

"Na sequência da reestruturação anunciada para o Grupo TAP e da redução de voos planeada para a operação entre 2020 e 2021, necessitamos da colaboração dos chefes de cabina para reforçar temporariamente o quadro de comissários e assistentes de bordo", explica a ordem de serviço, a que o JN teve acesso, enviada pela Portugália aos chefes de cabina. O documento prossegue explicando que o exercício daquelas funções será temporário e "por períodos de três meses até estabilização da operação", mas que "não haverá qualquer perda remuneratória relativamente à função de chefe de cabina".

PUB

O JN tentou, sem sucesso, obter reações junto do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, nomeadamente quais as implicações para o pessoal que, eventualmente, a Portugália poderá absorver da TAP.

Cortar e não despedir

Sendo intenção do Governo reforçar a Portugália com mais aviões, o ministro Pedro Nuno Santos já revelou que a empresa "vai precisar de ser reforçada [a nível de pessoal] ao longo dos próximos anos". A empresa tem, hoje, cerca de 700 trabalhadores e três aviões Embraer, estando previsto passar para 26. Sem avançar números de contratações para a Portugália, o ministro das Infraestruturas adiantou que "não pode haver passagens diretas" da TAP para a Portugália. Contudo, admitiu "ver se é possível, no ponto de vista legal, privilegiar experiência na TAP".

Os pilotos da TAP propuseram ao Governo aceitar cortes salariais semelhantes aos da Lufthansa, de 45%. O ministro admitiu que o Governo pode avaliar a proposta de cortes salariais para evitar mais despedimentos.

"Estamos disponíveis para fazer essa avaliação. Ainda não vi [a proposta], aquilo que me disseram é que é proposto um corte maior e não estamos fechados a isso, é uma avaliação que se tem de fazer, cortes salariais maiores para se substituir ao despedimento", disse o governante, em entrevista à Antena 1.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG