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Portugueses têm 73,5 mil milhões de euros parados em depósitos à ordem

Portugueses têm 73,5 mil milhões de euros parados em depósitos à ordem

Taxa de poupança das famílias chegou a níveis elevados, mas quase metade do dinheiro não esteve a render e perdeu valor. Juros baixos nos depósitos justificam investimentos mais arriscados que podem ter melhores remunerações.

A poupança das famílias atingiu, no ano passado, o valor mais elevado desde o início do século (2003), mas aquelas economias não foram inteiramente aplicadas de maneira a render. Em 2020, 73,5 mil milhões de euros estiveram parados em contas à ordem. Só a inflação (0,6% em abril face ao mesmo mês de 2020) faz aquele montante valer menos 450 milhões de euros em 2021. Para que o mesmo não aconteça ao reembolso do IRS, os especialistas recomendam que se aplique o dinheiro onde ele possa crescer, em vez de desaparecer.

"O medo levou as pessoas a deixar o dinheiro na conta à ordem, principalmente por haver poucas oportunidades de investimento atrativo", explicou Ricardo Cunha, docente e diretor do Mestrado em Finanças da Católica Porto Business School.

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