Covid-19

Preço do gás natural no mercado grossista cai 36% para 6,41 euros/MWh

Preço do gás natural no mercado grossista cai 36% para 6,41 euros/MWh

O preço médio do gás natural no mercado grossista atingiu cerca de 6,41 euros/megawatt-hora (MWh), entre abril e junho, menos 36% comparando com o trimestre anterior, e menos 59% face a 2019.

De acordo com o Boletim Especial Covid-2019 publicado, esta sexta-feira, pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), "a análise da evolução do preço permite constatar um preço médio entre abril e junho de 2020 (período integralmente exposto aos impactes da pandemia) abaixo do registado nos períodos precedentes, ainda que, em junho, se tenha registado uma recuperação do preço, que, todavia, se mantém abaixo do valor de março ou mesmo abril de 2020".

Analisando os dados da evolução dos consumos reportados pela REN Gasodutos, a ERSE verificou uma redução global de consumo no período da pandemia, levando a que se registe, para o primeiro semestre do ano, uma quebra de consumos que ascende a 9%, face ao mesmo período do ano passado (excluindo os consumos dos centros eletroprodutores).

Já nos meses de abril, maio e junho, é possível verificar quebras globais de consumos de 13%, 28% e 13%, respetivamente.

"O perfil de evolução temporal das variações homólogas de consumo de gás natural sugere que a maior incidência de impactes da pandemia nos consumos se verificou em maio (-28% de consumo face a maio de 2019), sendo que os meses de abril e de junho apresentam variações homólogas semelhantes", refere o boletim, acrescentando que as quebras globais de consumo são mais expressivas no segmento do gás natural do que no da eletricidade e que a retoma dos consumos está a ser mais lenta.

Os clientes industriais de maior dimensão - clientes na rede em Alta Pressão (AP) - são os que registam maiores impactos no consumo, especialmente em maio, com uma variação acumulada homóloga para o primeiro semestre de 2020 que mostra uma quebra de 13%.

No que diz respeito aos consumos agregados dos clientes residenciais e empresariais de menor dimensão e dos clientes industriais de pequena e média dimensão - clientes em Baixa Pressão (BP) e Média Pressão (MP) - observou-se uma quebra de consumos no primeiro semestre que atinge cerca de 8%, em termos homólogos.

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"Este segmento explicita uma evolução temporal das variações de consumo que, por sua vez, sugere que se tratou do segmento que mais rapidamente repercutiu os impactes da pandemia - em abril registou-se uma quebra de consumos de 19%, que se foi suavizando nos meses seguintes", refere a ERSE.

Entre abril e maio registou-se um total de 5.956 pontos de entrega (CUI) para os quais foi requerida a faturação fracionada pelo comercializador, representando um volume estimado de cerca de 389 mil euros.

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