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Presidente do Banif diz que Estado vai ganhar mais de 300 milhões de euros

Presidente do Banif diz que Estado vai ganhar mais de 300 milhões de euros

O presidente do Banif, Jorge Tomé, disse esta sexta-feira que o Estado português vai ganhar no total 320 milhões de euros com o investimento público que fez no banco, no qual é agora acionista maioritário.

"O Estado vai ganhar com o Banif 320 milhões de euros com dividendos e juros", disse o responsável na Comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, onde está a ser ouvido pelos deputados sobre as razões para o Estado ter injetado 1.100 milhões de euros no banco para o recapitalizar.

Desse valor, que o Estado foi buscar à linha da 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) para o setor financeiro, 700 milhões de euros foram usados na compra de ações especiais do banco e 400 milhões em instrumentos de dívida convertíveis em ações (as chamadas 'CoCo bonds'). O Estado é agora, e pelo menos até junho, dono de 99,2% das ações do Banif e de 98,7% dos direitos de voto.

Ainda esta sexta-feira no Parlamento, o presidente do Banif garantiu que a instituição "vai conseguir pagar ao Estado" o capital injetado e adiantou que o dinheiro público será usado para comprar dívida soberana de Portugal.

"Se o banco vai cumprir rácios e se o dinheiro do Estado vai ser investido em dívida pública não há razão para ser posto em causa o reembolso do Estado. O Estado empresta para comprar a sua própria dívida, logo, estamos a salvaguardar o reembolso do Estado", disse Jorge Tomé.

O responsável afirmou ainda que também o dinheiro que entrar no banco no aumento de capital destinado a privados, que este irá levar a cabo até final de junho, servirá para comprar dívida soberana portuguesa.

No plano de recapitalização acordado com as autoridades públicas, o Banif comprometeu-se a levar a cabo um aumento de capital para acionistas privados de, pelo menos, 450 milhões de euros. Se essa meta for cumprida, o Estado reduzirá então a sua participação para 60,6% das ações e 49,4% dos direitos de voto, regressando o controlo do banco para mãos privadas.

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