Economia

Presidente do BES contra a privatização da Caixa

Presidente do BES contra a privatização da Caixa

Ricardo Salgado, presidente do grupo BES, manifestou-se esta terça-feira contra a privatização da Caixa Geral de Depósitos embora não a descarte por imperativos das contas públicas.

Falando aos jornalistas no âmbito da formalização de compra do banco de investimento britânico Execution Noble, o banqueiro disse que "a Caixa não deve ser privatizada, embora numa situação crítica o possa ser parcialmente", vincando que não seria ele a "definir as prioridades do Estado".

Ricardo Salgado afirmou que a CGD "é um instrumento da política financeira do Estado" e importante para as políticas "do crédito à habitação, do financiamento às pequenas e médias empresas e nos projectos infraestruturantes".

Frisando sempre que é "uma opção política", o presidente do grupo BES alertou para a possibilidade de o banco estatal ser adquirido por bancos estrangeiros uma vez que não vê que "haja dimensão do mercado português para conseguir acorrer à privatização". Deste modo, "há o risco de ser adquirida por bancos internacionais" e deixar de "ser um instrumento da política financeira do Estado".

E acrescenta outro impedimento: "Os principais bancos portugueses não podem ir à privatização da Caixa" porque, mesmo que tivessem meios "teriam ainda de enfrentar o regulador da concorrência".

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, admitiu recentemente em entrevista à Reuters a possibilidade de, se for eleito, privatizar a Caixa Geral de Depósitos e a TAP.