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Economia

Presidente do Bundesbank opõe-se ao perdão da dívida grega

Presidente do Bundesbank opõe-se ao perdão da dívida grega

O presidente do banco central alemão (Bundesbank), Jens Weidmann, manifestou-se oposto a um perdão da dívida grega pelos países credores, em entrevista ao diário Rheinische Post, noticia a AFP.

"Um perdão da dívida em si não resolve nada. Para que servirá perdoar as dívidas de Atenas se o país se encontrar dentro de 10 anos no ponto em que está hoje? A Grécia deve reformar-se de alto a baixo", declarou.

Manifestou-se também contrário a que o Banco Central Europeu (BCE), do qual integra o diretório, participe numa operação deste tipo, porque "isso equivaleria a financiar diretamente um Estado, o que lhe é proibido", lembrou.

Jens Weidmann apresenta-se como o campeão da ortodoxia monetária no seio da instituição de Frankfurt, enfrentando publicamente o presidente do BCE, o italiano Mario Draghi.

Se o chefe do Bundesbank admite uma nova ajuda financeira a Atenas, também espera verdadeiras contrapartidas gregas.

"Os dirigentes políticos decidiram manifestamente continuar a financiar a Grécia", mas esta ajuda, relativizou, "só tem sentido se a própria Grécia fizer o que deve para resolver os seus problemas", disse.

As reformas e mudanças gregas "seriam não apenas um sinal importante para a Grécia, mas também para todos os outros países em crise", acrescentou Weidmann.

O chefe do Bundesbank argumentou ainda que "a Grécia não pode evitar cortes massivos (nas suas despesas públicas), mas sem as ajudas (que está a receber) os cortes seriam bem mais vastos".

Atenas tarda a finalizar com a 'troika' um acordo para conseguir receber 31,2 mil milhões de euros congelados desde junho.

Os deputados gregos aprovaram, na noite de quarta-feira, um novo pacote de cortes orçamentais de 18,1 mil milhões de euros, que era exigido pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional, mas anuncia-se uma nova votação polémica, uma vez que a proposta do Orçamento do Estado para 2013 está prevista para a noite de 11 de novembro.