Economia

Previsões do Banco de Portugal são "reflexo da evolução negativa da procura interna"

Previsões do Banco de Portugal são "reflexo da evolução negativa da procura interna"

O ministério das Finanças e da Administração Pública defendeu esta terça-feira que as previsões do Banco de Portugal, que revêem em baixa o crescimento económico para este ano e 2012, são "o reflexo da evolução negativa da procura interna".

Em declarações por escrito à agência Lusa, o ministério de Teixeira dos Santos afirmou que "as previsões do BdP são o reflexo da evolução negativa da procura interna".

O Banco de Portugal (BdP) reviu em baixa a sua previsão para o crescimento económico, de -1,3 para -1,4 por cento, este ano e alertou que as medidas necessárias para 2012, ainda não aprovadas, levarão a nova contracção.

No Boletim Económico de Primavera hoje divulgado, a instituição sublinha que as projecções que publica "apenas consideram as medidas orçamentais bem especificadas e já aprovadas, designadamente no âmbito do Orçamento do Estado para 2011" e que assim, "não reflecte todas as medidas necessárias ao cumprimento dos exigentes objectivos orçamentais assumidos pelo Estado português para 2011".

Assim, o Banco de Portugal, que cortou o desempenho que esperava em 2012, apontando agora para um crescimento de 0,3 por cento (anterior projecção era de 0,6 por cento), sublinha que as medidas necessárias para atingir os objectivos para o próximo ano "atingem uma dimensão muito substancial" e que a sua adopção vai levar a uma "nova contracção significativa da actividade económica" à semelhança do que já prevê para este ano.

"Dado que ainda falta especificar medidas para 2012, os resultados para esse ano devem ser especialmente relativizados", alerta o Banco de Portugal

No entanto, no que diz respeito a 2010, o regulador melhora a sua previsão de crescimento de 1,3 para 1,4 por cento, algo que explica com o "expressivo crescimento das exportações, do consumo privado e do consumo público", que, explica a instituição, "mais do que compensou a significativa queda do investimento".

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