Transtejo

Primeiro barco do dia operado pela Transtejo não saiu de Cacilhas para Lisboa

Primeiro barco do dia operado pela Transtejo não saiu de Cacilhas para Lisboa

O primeiro barco operado pela transportadora Transtejo que deveria ter feito a ligação entre Cacilhas e Lisboa, ao início da madrugada de segunda-feira, já não saiu, na sequência da greve dos trabalhadores, informou o líder da central sindical CGTP.

Em declarações à Lusa, Arménio Carlos, que se deslocou esta noite a Cacilhas, em "solidariedade" com os trabalhadores da empresa que faz as ligações fluviais no rio Tejo, elogiou a sua "grande disponibilidade" para "efetivarem o direito à greve".

Os trabalhadores da Transtejo iniciaram, à meia noite, uma greve de 24 horas, que deverá paralisar as carreiras de Montijo, Seixal, Almada e Trafaria para Lisboa.

O grupo Transtejo anunciou que, devido à greve, não vai poder garantir o serviço de transporte fluvial em condições de normalidade, mas anunciou que existem serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social.

O recurso à greve prende-se com "três motivos". Em primeiro lugar, enumerou Arménio Carlos, os trabalhadores pretendem combater "uma violação grosseiríssima que a administração da empresa e também o Governo estão a fazer relativamente ao acordo de empresa", com o objetivo de "reduzir a retribuição" salarial.

Mas o protesto quer também "defender o serviço público e, acima de tudo, contrariar uma lógica (...) de privatização destas empresas", através da "entrega da gestão à iniciativa privada", realçou o líder sindical.

O terceiro motivo, acrescentou o sindicalista, é o Orçamento do Estado para 2014 e "a violência" dos aumentos de impostos e dos cortes nos salários, nas pensões e nos direitos que nele estão previstos, que têm provocado uma "ampliação da angústia e do medo" no país e nas famílias.

Arménio Carlos aproveitou para recordar que os próximos dias serão marcados por protestos semelhantes ao dos trabalhadores da Transtejo e que a CGTP convocou para terça-feira um "dia de indignação" em todo o país.