Economia

Primeiro-ministro grego reconhece injustiça das medidas de austeridade

Primeiro-ministro grego reconhece injustiça das medidas de austeridade

O primeiro-ministro da Grécia, o socialista George Papandreou, reconheceu hoje, sexta-feira, em Atenas, que muitas das medidas impostas para reduzir os gastos públicos são "injustas e desiguais", mas não havia tempo a perder para evitar a falência do país.

George Papandreou afirmou perante parlamento grego, que o seu governo tem "tomado decisões muito difíceis e algumas são injustas, contra os cidadãos que não têm culpa da actual situação e têm de pagar".

"Tivemos que escolher entre o colapso da Grécia ou a sua salvação... obter dinheiro do actual sistema injusto e desigual", acrescentou o primeiro-ministro grego.

O chefe do executivo disse que a economia grega está sob a supervisão da Comissão Europeia, devido a um fraco desempenho económico do governo conservador anterior, e lembrou que o défice orçamental representa quase 14% do Produto Interno Bruto (PIB) e que a dívida pública subiu para 100 mil milhões de euros em apenas seis anos.

Em 2009, quando George Papandreou assumiu o poder, a despesa pública era de 120 mil milhões de euros, mais de 50% do PIB, enquanto as receitas arrecadadas pelo governo eram inferiores a 90 mil milhões de euros, ou 37 por cento do PIB.

Nesse ano, o défice anual ultrapassou os 30 mil milhões de euros, a que se juntaram outros 30 mil milhões de euros para o refinanciamento da dívida, que já ultrapassa os 300 mil milhões de euros.

O departamento grego de estatísticas divulgou quinta feira dados que indicam que a dívida pública grega aumentou 11.800 milhões de euros nos últimos três meses, atingindo 310 mil milhões de euros.

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George Papandreou expressou satisfação pela forma pacífica como dezenas de milhares de manifestantes protestaram quinta feira, dia de uma greve geral de 24 horas - que paralisou o país - contra as medidas impopulares de austeridade.

"A voz do descontentamento foi ouvida mais alto, sem violência, sem danos à propriedade privada e com respeito pelo sagrado direito de greve e de protesto, mas sem violência", afirmou.

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