Cofina/Media Capital

Prisa vai desencadear "todas as ações" previstas no acordo de venda da TVI

Prisa vai desencadear "todas as ações" previstas no acordo de venda da TVI

O grupo espanhol Prisa, dono da Media Capital, anunciou esta quarta-feira que vai desencadear contra a Cofina "todas as ações" previstas no acordo de venda da TVI ao grupo de Paulo Fernandes que desistiu do negócio.

Num comunicado divulgado horas depois de a Cofina comunicar ao mercado ter desistido de comprar a dona da TVI, após falhar a operação de aumento de capital que financiaria o negócio, a Prisa diz não ter recebido qualquer comunicação prévia por parte do grupo de Paulo Fernandes.

"De acordo com declarações da Cofina no acordo de compra e comunicadas ao mercado, a Cofina tinha assegurados os compromissos necessários para financiar a transação, quer por parte de instituições de crédito, quer por parte dos seus significativos acionistas, no montante necessário para cobrir o aumento de capital", lê-se no comunicado do maior conglomerado espanhol de empresas de comunicação social.

Segundo sustenta a Prisa, "a concretização do acordo de compra e venda estava apenas pendente da condição prévia de inscrição na Conservatória de Registo Comercial do aumento de capital aprovado pela Cofina para financiar parcialmente o negócio".

A Cofina, dona do Correio da Manhã, Record e revista Sábado, comunicou hoje ao mercado ter desistido de comprar a TVI após falhar a operação de aumento de capital.

A operação de oferta pública que permitiria o aumento de capital da Cofina no montante de 85 milhões de euros (de 25,6 milhões para 110,6 milhões de euros) para financiamento da compra da TVI terminava hoje.

Contudo, face à "deterioração das condições de mercado" e "não tendo sido verificada a condição de subscrição integral do aumento de capital, a oferta ficou sem efeito", pode ler-se no comunicado da Cofina.

Assim, concluiu, "não se encontram reunidas as condições de que depende a conclusão do negócio de compra e venda das ações da Vertix (e indiretamente da Media Capital)", segundo a mesma informação divulgada pela CMVM.

A oferta abrangia a subscrição reservada a acionistas no exercício do direito de preferência e demais investidores que adquiram direitos de subscrição, através da emissão de 188.888.889 novas ações ordinárias, escriturais e nominativas, sem valor nominal.

O preço de subscrição tinha sido fixado em 0,45 euros por cada nova ação, que correspondia ao respetivo valor de emissão.

Os acionistas da Cofina tinham aprovado no final de janeiro o aumento de capital até 85 milhões de euros para financiar a compra da TVI.

Na mesma altura, os acionistas da Prisa aprovaram a venda da Vertix, que detém a maioria da Media Capital, à Cofina, em assembleia-geral extraordinária, em Madrid.

Isto depois de, em 30 de dezembro, a Autoridade da Concorrência (AdC) ter anunciado a sua não oposição à compra da Media Capital pela Cofina, que era uma das condições da dona do Correio da Manhã para o sucesso da oferta.

No anúncio preliminar de lançamento da oferta pública de aquisição (OPA), a Cofina fez depender o sucesso da operação de um conjunto de condições prévias, entre as quais a não oposição por parte da AdC, a autorização da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), a aprovação, pela assembleia-geral da espanhola Prisa, da transação, bem como a aprovação e execução de um ou mais aumentos de capital social da dona do Correio da Manhã para financiar a compra da Media Capital.

O grupo Cofina detém, além do Correio da Manhã e do Record, a CM TV, o Jornal de Negócios, a revista Sábado, entre outros títulos.

Por sua vez, a Media Capital conta com seis canais de televisão e a plataforma digital TVI Player. Além da TVI, canal generalista em sinal aberto, conta com a TVI24, TVI Reality, TVI Ficção, TVI Internacional e TVI África.

A Media Capital tem também rádios, nas quais se inclui a Comercial.

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