Economia

Privatização da TAP contestada pela comissão de trabalhadores

Privatização da TAP contestada pela comissão de trabalhadores

A Comissão de Trabalhadores da TAP anunciou esta sexta-feira que vai propor a todos os sindicatos da empresa "uma reunião urgente com o objectivo de concertar formas de luta" contra a privatização da TAP e da ANA.

Em nota enviada às redacções, a CT da TAP realça que uma eventual privatização da empresa significaria a sua destruição "a curto ou médio prazo" e a "destruição de milhares de postos de trabalho".

Os trabalhadores dizem ainda que tal cenário "teria implicações negativas e sísmicas sobre toda a economia nacional".

A CT da TAP exige da empresa e do Governo o acesso a "toda a informação sobre o processo de privatização em curso, direito consagrado na Lei e na Constituição e que tem sido grosseiramente violado", acusam.

"Só a maior cegueira ideológica pode justificar estas privatizações. A realidade já demonstrou que as empresas privatizadas servem apenas os interesses da rentabilização do capital nelas aplicado, mesmo que isso implique a energia mais cara da Europa ou a destruição das empresas compradas criando a dependência nacional das multinacionais", dizem os trabalhadores da empresa.

No acordo entre o Governo e a 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI) está prevista a privatização da TAP ainda este ano, ainda que não esteja especificado se totalmente ou não. A TAP é detida a 100% pela estatal Parpública.

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