Vitivinicultura

Produção de vinho aumentou mas ficou abaixo das previsões

Produção de vinho aumentou mas ficou abaixo das previsões

Este ano deverão produzir-se 6,5 milhões de hectolitros de vinho em Portugal, um valor que representa um aumento de 7% face ao ano passado, embora fique abaixo das previsões iniciais, que apontavam para um crescimento de 10%, de acordo com o Instituto da Vinha e do Vinho.

A atual campanha segue-se à de 2018 que ficou para a história como a mais baixa desde o ano 2000, tendo sido produzidos apenas 5,3 milhões de hectolitros.

O acréscimo que se verificou este ano, apurado com base nas declarações de colheita e produção, foi de 426 mil hectolitros, um valor equivalente à produção de toda a região do Douro, na ordem dos 400 mil hectolitros, ela própria com crescimento de 30%. Outras regiões chegaram mesmo a ter produções com ganhos superiores a 50%, como foi o caso de Trás-os-Montes, Terras de Cister e Terras da Beira.

Já para o desempenho nacional pesaram negativamente as evoluções ocorridas nas regiões vitícolas do Algarve (-18%), Lisboa (-16%), Beira Atlântico (-11%) e Alentejo (-9%).

O JN/Dinheiro Vivo procurou obter uma explicação junto do IVV para a evolução ocorrida nas quantidades registadas este ano, mas sem sucesso. Tal como tem acontecido nos últimos anos, os vinhos tintos representaram a maior parte da produção, na ordem dos 61% do total, deixando aos vinhos brancos uma fatia de 33% e os restantes 6% aos vinhos rosados.

Quanto aos vinhos classificados com Denominação de Origem Protegida e com Indicação Geográfica Protegida, a sua produção "continua a aumentar", segundo o IVV, e já representa 88% do total nacional.

Nas previsões de final de julho, o IVV estimava que a produção de vinho crescesse 10% para 6,7 milhões de hectolitros. E era expectável que houvesse acréscimo em todas as regiões vitivinícolas nacionais, com exceção de Lisboa e Tejo, para onde antecipavam quebras de 10 e 5%, respetivamente.

Caso se tivessem mantido as condições climatéricas favoráveis até aí verificadas, o IVV perspetivava uma "produção de vinhos de muito boa qualidade".

A primeira região

A região vitivinícola do Douro e Porto mantém-se como a principal do país, com uma produção de 1,673 milhões de hectolitros, um acréscimo de 33% em relação ao ano passado.

A segunda melhor

O Alentejo superou a região de Lisboa e passou a ser a segunda região mais importante, tendo conseguido produzir 992 mil hectolitros, apesar da queda de 9%.

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