Exclusivo

Produtores de raças autóctones preveem prejuízos de milhões

Produtores de raças autóctones preveem prejuízos de milhões

Quebra de vendas na origem, mas também devido a dificuldades de certificação. Quase não se vendem cabritos para a Páscoa.

Apenas 10% da produção com Denominação de Origem ou Indicação Geográfica Protegida (DOP e IGP) está a ser colocada no mercado, o que implica que 90% é comercializada por canais de distribuição indiferenciados, a preços mais baixos. Estimam-se prejuízos de milhões de euros e há explorações a ter de fechar.

O cenário catastrófico é previsto pela Federação Nacional das Associações de Raças Autóctones (FERA) que aponta como obstáculos não só "a paralisação do mercado nacional, do turismo e das exportações", mas também as dificuldades de certificação dos produtos, nomeadamente as carnes, cujo processo obedece a normas de produção como a idade de abate dos animais. Por exemplo, no caso do leitão é de 28 dias e nos bovinos de raça Mirandesa menos de 300. "Os produtores cumpriram as regras e não vão usufruir da certificação", explicou Nuno Paulo, responsável pelo Agrupamento de Produtores de Bovinos de Raça Mirandesa. Desde que se entrou no contexto da pandemia Covid-19 neste agrupamento passaram de 1430 clientes ativos para 19.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG