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Produtores saúdam aumento do preço do leite, mas querem mais

Produtores saúdam aumento do preço do leite, mas querem mais

Os produtores consideram "positivo" os anúncios de aumento de 1,5 cêntimos (Lactogal) e 1 cêntimo (Unileite) do preço pago por litro de leite à produção. Ainda assim, diz a Aprolep (Associação dos Produtores de Leite de Portugal), são "insuficientes" face ao aumento dos custos e ainda longe dos 6 cêntimos exigidos.

"São decisões no bom sentido, apesar de chegarem muito atrasadas e serem insuficientes face ao aumento brutal do custo das rações que os produtores suportam desde o início de 2021 e face ao aumento do custo da eletricidade que começam agora a suportar", afirma, em comunicado, a Aprolep, que, no final de agosto, organizou uma manifestação com centenas de produtos na Trofa para exigir aumentos de preços e, há duas semanas, pediu à ministra da Agricultura a intervenção urgente do governo da defesa do setor.

A associação desafia, agora, os restantes compradores a aumentarem os preços ao produtor num valor superior para que, rapidamente, a subida chegue a todos e possa atingir os desejados seis cêntimos exigidos - o valor que, neste momento, o preço do leite à produção em Portugal está abaixo da média comunitária e dos custos de produção.

Lactogal defende-se

Na Lactogal e na Unileite, as subidas entram em vigor a 1 de outubro. A Lactogal defende-se das críticas dos produtores, realçando que que, desde o início da pandemia, também a empresa tem "suportado os aumentos dos custos de exploração" e a "diminuição do consumo de produtos lácteos em Portugal", mas que, apesar do "contexto adverso", "tem feito um inequívoco esforço de valorização da produção leiteira nacional".

Lembra a esse propósito o plano de investimentos tecnológicos de cerca de seis milhões de euros, desenhado para preparar o fim das quotas leiteiras.

"Temos em Portugal empresas de laticínios especializadas em produtos de valor acrescentado e grupos que controlam todo o processo, desde o produtor até ao consumidor, e que, por isso, terão certamente condições para responder de forma rápida e positiva à exigência de um preço justo", remata a Aprolep, que continua à espera "de uma resposta pública e efetiva das cadeias de distribuição", cuja "colaboração", diz, é essencial nesta "urgente" subida de preços.

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