Economia

Proposta subida de 5% nos preços da CP Porto

Proposta subida de 5% nos preços da CP Porto

O grupo de trabalho nomeado pelo Governo para rever os transportes na Área Metropolitana do Porto propôs uma reformulação da política tarifária da CP Porto, que inclui uma subida de cinco% nos preços.

No documento "Adequação da oferta da rede de transportes colectivos da AMP", datado de 28 de Novembro e a que a Lusa teve acesso, o grupo de trabalho propõe uma reformulação da política tarifária na CP Porto, "aproximando-a dos operadores de transporte urbano".

Assim, o grupo de trabalho apresenta várias propostas que, se aplicadas em conjunto, terão um impacto de 5,4 milhões de euros.

As propostas contemplam uma alteração das zonas tarifárias da área da rede de transporte (com um impcato estimado em 1,2 milhões de euros), um ajustamento de zonas entre a CP Porto e CP Regional fora da malha urbana (impacto de dois milhões de euros) e a subida de cinco por cento nos preços das tarifas (impacto de 1,2 milhões de euros).

A CP Porto opera em quatro linhas (Aveiro, Braga, Guimarães e Caíde), com uma extensão média de cerca de 61 quilómetros.

Ainda em matéria de alterações tarifárias, o grupo de trabalho refere que a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) vai apresentar ao Governo uma proposta para eliminar "a generalidade do tarifário monomodal"(passes e bilhetes STCP).

"A STCP propõe desde já avançar com a fase de eliminação da generalidade do tarifário nonomodal", tendo em conta um conjunto de objectivos, entre os quais "assumir o andante como único tarifário intermodal, eliminando os títulos combinados do monomodal STCP com outros operadores" e "abolir tarifários residuais que privilegiam a opção dos clientes por períodos do mês com maior procura".

Na sexta-feira, o secretário de Estado dos Transportes disse à Lusa que os preços dos transportes públicos vão aumentar em média 5 %e o novo passe único que o Governo vai criar para Lisboa, o "Navegante", terá um custo de 35 euros.

A partir de 1 de Fevereiro, "o aumento geral é de cinco por cento para os transportes públicos e de quatro por cento para os privados", disse Sérgio Monteiro à Agência Lusa.

De fora deste aumento ficam os passes mensais dos autocarros e metros de Lisboa e Porto. Assim, na capital, a assinatura mensal dos autocarros passa a custar 29 euros (mais 1,5 euros do que actualmente). O passe do metro sofre um aumento maior: dos actuais 23,90 euros para 29 euros.

O passe combinado do autocarro com o metro desaparece e dá lugar ao "Navegante", que permite andar nesses meios de transporte e também no comboio, dentro da coroa urbana da capital.

O novo passe único custará 35 euros.

No Porto, a assinatura mensal dos autocarros mantém-se nos 29 euros, enquanto a assinatura do metro e do passe "Andante" diminuem 50 cêntimos e passam a custar 36 euros.

Segundo o secretário de Estado, preços dos transportes públicos "vão manter-se até ao final do ano", pelo que a "expectativa" do Governo é a de que "não haja mais aumentos este ano".

Contudo, Sérgio Monteiro afirmou que, a partir de 1 de Janeiro de 2013, serão feitos "ajustamentos" que, no Porto, "será de acordo com a inflação" e, em Lisboa, o preço "será igual ao do Porto".

O objectivo do Governo é ter os mesmos preços nas duas cidades.

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