Economia

PS diz que colocação de dívida não faz esquecer novo pacote de austeridade

PS diz que colocação de dívida não faz esquecer novo pacote de austeridade

O PS disse, esta quinta-feira, que à colocação de dívida portuguesa junta-se um Governo que "não fez esquecer aos portugueses que os sacrifícios continuam", aprovando um "novo e forte" pacote de austeridade.

Dirigido a "funcionários públicos e pensionistas", este referido pacote aprovado em Conselho de Ministros, declarou o deputado do PS Pedro Marques, aproveita o contexto favorável dos mercados internacionais mas "não faz esquecer" que o problema de base em Portugal "é da política" de austeridade e recessão do Governo.

O socialista falava no parlamento no dia em que o IGCP confirmou a emissão de 3,25 mil milhões de euros em dívida com maturidade a cinco anos e pela qual o Estado vai pagar um juro de 4,657%.

Registando "favoravelmente" a manutenção dos níveis regulares do financiamento do Estado, Pedro Marques alerta contudo para as taxas de juro da operação, "demasiado elevadas, próximas dos 5%, e mesmo acima dos valores registados nos últimos dias no mercado secundário".

Tais valores estão portanto, diz o PS, longe da "regularização do financiamento" da dívida pública portuguesa "com condições normais de sustentabilidade no longo prazo".

Na nota enviada à comunicação social, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública - IGCP diz que foram colocados 3,25 mil milhões de euros para a linha de Obrigações do Tesouro que vence em junho de 2019, numa operação liderada pelo sindicato bancário composto pelo Barclays, Caixa BI, Goldman Sachs, HSBC, Morgan Stanley e Société Generale.

O negócio fez-se com uma taxa de 330 pontos base acima da taxa base do mercado para a dívida a cinco anos.

O IGCP não adiantou, no entanto, o valor da procura pela operação, que segundo fontes envolvidas na operação disseram à Lusa terá chegado aos 11 mil milhões de euros.