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PS diz que país ficou a saber o que "valem as promessas do primeiro-ministro"

PS diz que país ficou a saber o que "valem as promessas do primeiro-ministro"

O PS diz que que o país ficou esta segunda-feira a saber o que "valem as promessas do primeiro-ministro" depois de o Governo revelar que os subsídios de férias e Natal suspensos só serão totalmente repostos em 2018.

"A promessa eleitoral do primeiro-ministro de que nunca tiraria os subsídios conheceu hoje um novo capítulo. Não só os tira em 2012 e 2013, como vão continuar sem receber os subsídios, os pensionistas e os funcionários públicos, em 2014, em 2015, em 2016, em 2017 e em 2018. Muito para lá da legislatura e da vigência do memorando de entendimento. Os portugueses ficaram a saber o que valem as promessas do primeiro-ministro", afirmou o porta-voz do PS, João Ribeiro, numa conferência de imprensa em Lisboa, após uma reunião do Secretariado Nacional do partido.

O ministro das Finanças afirmou, esta segunda-feira, que a reposição dos subsídios de férias e de Natal começará a ser feita em 2015, a um ritmo de 25% ao ano, sendo que, a este ritmo, apenas em 2018 estará reposta a totalidade do 13º e 14º meses.

Vítor Gaspar falava na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros extraordinário que aprovou o Documento de Execução Orçamental, e do qual consta o calendário de reposição dos subsídios de férias e de Natal para todos os pensionistas e trabalhadores do setor do Estado.

"Mas os portugueses têm memória e ouviram o primeiro-ministro dizer a uma jovem que o corte de subsídios de férias e de Natal era um disparate. Chegou ao Governo e faltou ao prometido, retirando dois subsídios. Prometeu que o corte seria até 2014, há duas semanas disse que afinal já não era em 2014, mas a partir de 2015 às pinguinhas. Hoje fomos todos surpreendidos com a notícia de que a reposição só acontecerá em 2018", lembrou ainda João Ribeiro.

O porta-voz do PS sublinhou também que os socialistas continuam a considerar e a defender que o corte destes subsídios poderia ter sido evitado, lembrando que o partido apresentou propostas nesse sentido quando o Orçamento do Estado para este ano foi debatido na Assembleia da República.

"Há sempre alternativa. E o PS apresentou medidas alternativas para evitar esse corte. Apresentou propostas quer do lado da despesa, quer do lado da receita que evitariam esse corte. E mantém essa posição. Há sempre condições orçamentais e alternativas para encontrar soluções que evitem esse corte. Não há nenhuma novidade relativamente a essa matéria", afirmou.

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