Economia

PSD admite "tendência para agravamento" do desemprego

PSD admite "tendência para agravamento" do desemprego

O PSD considerou esta quinta-feira "preocupantes" os números de 14% de desemprego, admitindo que terão ainda "tendência para agravamento", embora o Governo esteja a "fazer todos os possíveis" para combater esta situação.

"Os números são obviamente preocupantes e prefiguram uma situação social delicada. É uma situação social que não nasceu hoje, que vem da situação da crise que se arrasta nos últimos anos, é uma situação que está a agravar-se, manifestamente, e que vai ter ainda ter alguma tendência para agravamento", afirmou o deputado Adão Silva.

A taxa de desemprego disparou no quarto trimestre para os 14 por cento, face aos 12,4% observados no trimestre anterior, com o número de desempregados a ultrapassar os 770 mil, embora o número de pessoas disponíveis para trabalhar mas sem emprego já ultrapassasse um milhão no final do último trimestre de 2011, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

"O Governo está a fazer todos os possíveis para obstar esta situação, e quero referir que uma das ações mais importantes e mais decisivas para obstar esta situação foi a assinatura de um acordo tripartido que lança bases para uma nova legislação laboral e para um conjunto de relançamentos ao nível da economia e do emprego que são da maior relevância", afirmou.

O deputado social-democrata disse esperar "que, através destas medidas mais globais e de outras mais pontuais, que o Governo está também a empreender, seja possível obstar a esta situação e inverter, a breve trecho, a situação galopante desemprego em Portugal".

Questionado sobre o agravamento do desemprego que admitiu ainda se irá verificar, Adão Silvas respondeu que "todos os indicadores vão neste sentido".

"A economia anuncia-se como vindo a ter alguma estagnação, há empresas que continuam numa situação de algum quebranto e, portanto, o que é natural é que nos próximos meses o desemprego possa vir ainda a atingir níveis um pouco mais acima daqueles que já estão verificados", disse.

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Confrontado com a reunião de emergência que o secretariado do PS, o deputado respondeu que "o PS faz bem para reunir de emergência, sobretudo para reflectir" e "ver a enorme quota de responsabilidade que tem nesta situação".

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