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PSD critica números da execução orçamental

PSD critica números da execução orçamental

O PSD criticou esta quarta-feira, "a forma avulsa" e sem critérios como o Governo divulga os números da execução orçamental, sublinhando que o único dado objectivo agora conhecido, aponta para uma descida da despesa, menor do que o previsto no Orçamento de Estado.

"A ideia que nós temos é que o Governo fornece estas informações quando lhe convém, sem critério, sem qualquer forma e depois vem-se a verificar, como já vimos no mês passado, que as informações transmitidas de forma avulsa são muito diferentes daquilo que se passa na realidade", afirmou o deputado do PSD Miguel Frasquilho, no Parlamento.

Relativamente a Janeiro, o Governo apenas divulgou números sobre a receita e sobre o saldo das contas públicas e nada disse acerca da despesa, pois eram "dados francamente negativos", insistiu Miguel Frasquilho sublinhando a falta de critério e a forma inapropriada utilizada pelo executivo de José Sócrates.

O deputado do PSD ressalvou, contudo, que dos números agora conhecidos "o único dado objectivo" que pode ser comentado é relativo à "despesa corrente primária que desceu 3,7%", quando "devia ter descido 6,6%", porque é esse o objectivo orçamentado.

"Percebemos que houvesse necessidade de avançar com estes dados, com estas informações por causa da reunião que hoje decorre na Alemanha, mas também não percebemos se há esta informação, que é uma informação extremamente parcelar, extremamente insuficiente, porque é que não nos é dada toda a informação de modo a que nós possamos retirar uma análise", reforçou Miguel Frasquilho referindo-se ao encontro entre o primeiro-ministro José Sócrates, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos e chanceler alemã, Angela Merkel em Berlim.

Interrogado se o PSD ainda tem margem de manobra para aprovar ao lado novas medidas de austeridade, Miguel Frasquilho disse que essa "é uma questão que não está sobre a mesa".

"O que nós esperamos e foi para isso que viabilizámos o Orçamento, foi para que o Governo executasse aquilo que planeou e é isso que neste momento está em cima da mesa", acrescentou.

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Segundo dados preliminares da execução orçamental, a despesa efectiva do Estado caiu até Fevereiro 3,6%, para 6.815,6 milhões de euros.

Também a despesa corrente primária, que exclui os juros pagos pelo Estado, caiu 3,9% para 6.287,3 milhões de euros.

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