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PSD mantém esperança na inversão da atividade económica este ano

PSD mantém esperança na inversão da atividade económica este ano

O vice-presidente da bancada do PSD Miguel Frasquilho considerou esta terça-feira que as novas previsões do Banco de Portugal incluem "boas notícias" para 2014 e permitem manter a esperança na inversão da atividade económica este ano.

Em declarações aos jornalistas, no parlamento, Miguel Frasquilho desvalorizou a revisão de 1,6% para 1,9% da previsão de queda do produto para este ano por parte do Banco de Portugal, considerando que se trata de uma "ligeira baixa", que "o cenário não se altera significativamente, e o que se altera é devido à componente externa", sem efeitos "desfavoráveis" para as contas públicas.

O deputado social-democrata destacou os dados relativos ao próximo ano: "As boas notícias, as melhores notícias ficam guardadas para 2014. O banco central prevê um crescimento superior a 1% - 1,3% - com um crescimento positivo, pela primeira vez desde 2010, do consumo privado e do investimento".

"Estes dados permitem-nos manter a esperança de que a atividade económica possa inverter o seu rumo durante 2013 e de que em 2014 esse flagelo social que nos preocupa muito, que é o desemprego, que está elevadíssimo, possa vir a ser invertido", afirmou Miguel Frasquilho.

O antigo secretário de Estado do Tesouro e Finanças referiu que o Banco de Portugal "prevê que em 2013 continue a ser destruído emprego", mas "em 2014 já não é assim,", concluindo: "Há uma estabilização que nos permite ter a perspetiva, ter a esperança de que, de facto, 2014 seja já um ano positivo para a economia portuguesa".

Instado a comparar o cenário do Banco de Portugal para este ano com o do Governo, que prevê uma recessão de 1%, Miguel Frasquilho respondeu que "o Banco de Portugal anteriormente já tinha um cenário para 2013 mais negativo do que o Governo".

O deputado e vice-presidente da bancada do PSD assinalou que o banco central estima agora "que o consumo privado e o investimento caiam um pouco menos, em relação aos anteriores números", acrescentando: "Eu diria que isso até pode ter um efeito positivo no que toca à arrecadação da receita fiscal, porque a componente que é revista em baixa é a das exportações, que como se sabe não contam para a receita fiscal".

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"Se alguma coisa eu posso retirar destes dados do Banco de Portugal, é que, mesmo para 2013 e para a consolidação das contas públicas, eles não são desfavoráveis", defendeu.

Miguel Frasquilho elogiou o comportamento dos portugueses perante a crise, dizendo que "a sociedade portuguesa tem sido verdadeiramente excecional", e frisou que a sua intenção era deixar uma mensagem "de esperança" face às projeções do Banco de Portugal para 2014.

O social-democrata referiu ainda que Portugal está perto de deixar de ter défice externo e passar a ter excedentes: "Isto significa que Portugal passa a financiar em termos líquidos o exterior, ou seja, fica muito menos dependente do que acontecia até agora dos dados do exterior, mostra também uma maior independência da nossa economia".

Por outro lado, segundo Miguel Frasquilho, o Banco de Portugal considera "fundamental" a concretização de reformas como a reforma do Estado para "gerar confiança nos investidores e trazer de volta investimento que Portugal tem vindo a perder ao longo dos últimos anos".

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