Economia

PSD só discute Orçamento se Sócrates "prestar contas" sobre os últimos meses

PSD só discute Orçamento se Sócrates "prestar contas" sobre os últimos meses

O conselheiro nacional do PSD, António Nogueira Leite, garantiu hoje, sexta-feira, que só haverá discussão sobre o Orçamento do Estado para 2011 quando o primeiro ministro fizer "o trabalho de casa" e "prestar contas" sobre o "esforço adicional" dos últimos quatro meses.

Em declarações à Lusa, à entrada de uma conferência que hoje profere na Maia sobre "O futuro da economia portuguesa", Nogueira Leite afirmou que "mais catastrófico do que não ter um orçamento é ter um mau orçamento, é continuar com a política que empobreceu" Portugal.

"Isso [o Orçamento do Estado para 2011] é uma discussão que devemos ter, mas antes disso o senhor primeiro ministro tem que fazer o trabalho de casa e prestar contas aos portugueses do que é que fez com o esforço adicional que lhe confiámos e, enquanto isso não acontecer, o senhor ministro não vai ter outra conversa", avisou o vice-presidente do PSD.

Garantindo que não vai "desistir de perceber o que é que se passou nestes últimos quatro meses", Nogueira Leite disse que não basta a José Sócrates "vir à televisão, com um ar cândido, explicar que há quatro meses estava convencido que as medidas chegavam" e agora dizer que estas não chegam.

"Nós já sabemos que o submarino é uma pequeníssima parte do diferencial entre aquilo que era a realidade de há quatro meses e aquilo que é a realidade agora", realçou, acrescentando que "não faz sentido, do ponto de vista técnico e do ponto de vista político, discutir um orçamento" com base numa realidade desconhecida.

Para o vice-presidente social democrata, "primeiro" o ministro das Finanças e o primeiro ministro têm a obrigação, perante os portugueses, de explicar "o que é que se passou", para depois ser possível discutir o que vai acontecer em 2011.

"Primeiro o senhor ministro tem que explicar ao PSD e aos portugueses o que é que ele fez com os impostos adicionais que nós lhe pagámos, com o esforço enorme que o país tem feito e que foi desbaratado em tão pouco tempo", enfatizou.

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O economista defende, assim, que "antes desse dever não há mais conversa" com o Governo.

"O PSD mantém-se intransigente em relação a saber; quanto aos impostos temos a noção de que estes afetarão muito negativamente a economia portuguesa", avançou.

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