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PS/Porto repudia eventual fusão do porto de Leixões

PS/Porto repudia eventual fusão do porto de Leixões

O PS/Porto manifestou esta sexta-feira o seu "vivo repúdio" e "repulsa" perante a eventual fusão do porto de Leixões com os restantes nacionais, criticando ainda o "silêncio confrangedor" das personalidades sociais-democratas do Norte sobre a matéria.

"Face ao rol de notícias que denunciam a intenção do Governo em avançar com a fusão dos portos nacionais, o PS anuncia o mais vivo repúdio perante tal hipótese", disse esta sexta-feira à tarde o coordenador da Federação Distrital do PS/Porto, Mário Mourão.

Na conferência de Imprensa, que reuniu os presidentes das concelhias de Matosinhos, Porto e Gaia, Mário Mourão assinalou que "o que está em causa é a extinção da Administração dos Portos de Douro e Leixões, através de um propalado processo de criação de uma 'holding dos portos'".

Lembrando a "gestão autonomizada" do porto de Leixões, que "tem sido de tal forma eficaz que permite gerar lucros para pagar ao Estado", o representante salientou que a medida de fusão "nem sequer se encontra preconizada no memorando da 'troika'", tratando-se de "uma nova manifestação da macrocefalia do Terreiro do Paço", acrescentou.

"Queremos e exigimos que a nossa região não seja espoliada de um dos maiores fatores de crescimento, de modernidade, de modernização e de progresso, para a recuperação económica e social que se impõe", frisou.

Enquanto autarca de Matosinhos, e presidente da concelhia do PS, Guilherme Pinto teceu igualmente duras críticas à possibilidade de fusão dos portos, que poderá acabar com a estratégia do porto de Leixões.

"É pelo próprio porto que entendemos que a fusão não pode acontecer", explicou o líder do PS/Matosinhos, para quem esta "é uma das maiores derivas de sempre do centralismo do país", que poderá terminar com o actual "regime de competitividade" dos vários portos e com uma estratégia específica de uma administração que "conseguiu uma evolução notável".

Guilherme Pinto criticou ainda a "paralisia intolerável nas decisões que dizem respeito a sectores chave", como a referente à nomeação do futuro responsável pelos portos, bem como o "silêncio confrangedor por parte das personalidades do Norte" sobre a eventual fusão.

De igual forma, o líder da concelhia do PS/Porto, Manuel Pizarro, destacou que, para além do de Matosinhos, "mais nenhum autarca se pronunciou" sobre a eventual fusão, demonstrando um "silêncio envergonhado" dos social-democratas que "não estão disponíveis para levantar a sua voz em defesa do interesse regional e nacional".

Por Gaia estava a ex-deputada socialista Maria José Gamboa, para quem "este desiderato significa uma destruição de um caminho que o Norte fez" e o "desarmamento do Norte da sua capacidade de se tornar autónomo".

Para dia 30 de Janeiro está prevista uma discussão interna entre secções e concelhias para debater o tema.

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