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Pandemia

Quebra de 97% no alojamento turístico em abril

Quebra de 97% no alojamento turístico em abril

Os poucos turistas que pernoitaram em Portugal ficaram retidos devido à covid-19 ou visitaram o país por motivos profissionais.

Foi uma quebra histórica na hotelaria portuguesa, devido ao impacto da pandemia: em abril, os estabelecimentos turísticos receberam menos 98,1% de hóspedes, faturaram menos 98,3% em proveitos totais e menos 98% nos proveitos de aposento. A quebra atira os números acumulados do ano para negativo: -44,8% de hóspedes, -45,8% de dormidas, -48,2% de proveitos totais e -48,5% de proveitos de aposento.

Em abril, o alojamento turístico recebeu 60,1 mil hóspedes e 175,5 mil dormidas - 45,1 mil residentes em Portugal e 15 mil estrangeiros. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), "o perfil dos poucos turistas que pernoitaram nos estabelecimentos de alojamento turístico neste mês foi diferente do habitual, tendo sido reportadas ao INE diversas situações, como, por exemplo, hóspedes que ficaram retidos em Portugal sem possibilidade de regressarem ao seu país de residência, ou de pessoas que, por motivos profissionais, tiveram de se deslocar no país e pernoitar fora do seu local de residência".

Em consequência da pandemia, nesse mês, 83,1% dos estabelecimentos estiveram encerrados ou não registaram qualquer movimento de hóspedes, nota o INE.

Todas as regiões foram afetadas por quebras superiores a 90%, com as maiores reduções nos Açores (-99,9%) e na Madeira (-99,1%) e o menor impacto no Alentejo (-92,6%). No conjunto dos primeiros quatro meses do ano, é no Alentejo (-39,3%) e na Madeira (-39,8%) que a quebra nas dormidas é menos intensa. O Centro (-54,6%) e o Algarve (-54%) são as regiões mais afetadas entre janeiro e abril.

No primeiro mês completo de confinamento, o rendimento médio por quarto caiu 90,1% para 4,5 euros, o que tornou o rendimento do ano negativo para todos os tipos de estabelecimento de alojamento turístico (-35,5% no global). O rendimento médio por quarto ocupado também caiu 40,7% em abril, para 47,8€.

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