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Economia

Queda do Lehman Brothers foi pedra de toque da crise

Queda do Lehman Brothers foi pedra de toque da crise

Gigante da banca protagonizou a maior falência dos EUA e fez soar alarmes em todo Mundo.

Foi há um ano que o quarto maior banco de investimento dos EUA anunciou a sua queda, depois de o Bank of America e o Barclays te-rem desistido da sua compra. Uma situação desencadeada pela crise do "subprime".

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008. Um dos maiores bancos de investimento dos Estados Unidos entra em colapso, protagonizando assim a maior falência da história norte-americana.

Com 158 anos de idade, o Lehman Brothers não resistiu à crise no mercado de crédito imobiliário de alto risco ("subprime"). O banco perdeu cerca de 3,9 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros) no terceiro trimestre de 2008, depois de ter sofrido fortes depreciações dos activos ao nível do seu portefólio de créditos imobiliários. Num ano, o banco caiu 90% em bolsa.

A falência surgiu após largas horas de discussão com os principais banqueiros do mercado. Os possíveis compradores desistiram da corrida. O Barclays considerou que seria impossível comprar o Lehman sem uma ajuda federal norte-americana semelhante à concedida ao JP Morgan para a compra do Bear Stearns. Fora de cena estava também o Bank of America, que acabou por adquirir a Merrill Lynch por 50 mil milhões de dólares.

"A queda do banco foi o sinal para o colapso global da confiança", afirmou ao JN, César das Neves. O economista disse ainda que "em si mesma aquela falência não tinha poder para ter qualquer impacto fora dos seus clientes directos, mas, naquele clima de nervosismo, foi a faúlha que incendiou tudo". Já na Grande Depressão também houve uma falência, a do Creditenstalt da Áustria, a 11 de Maio de 1931, que gerou a derrocada final.

Até hoje parece ainda não estar claro por que foi deixado cair o Lehman Brothers, se tantos outros foram salvos. E, apenas dois dias depois, não só a seguradora AIG foi salva pela FED da bancarrota, como mais nenhuma instituição financeira de peso foi deixada cair. João Duque explicou que a queda da AIG não poderá acontecer, caso contrário levaria ao maior colapso financeiro da história, com consequência mundiais desastrosas.

Um ano depois, os economistas explicam a recuperação pelas medidas extraordinárias que os bancos centrais tomaram nos meses que se seguiram ao choque. Ontem, o presidente norte-americano, Barack Obama, pediu uma nova regulação do sistema financeiro e advertiu Wall Street que não permitirá um regresso "aos excessos sem controlo".