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Reclamações nos transportes sobem 25% e CP vai à frente

Reclamações nos transportes sobem 25% e CP vai à frente

Os portugueses apresentaram 76840 reclamações por causa dos transportes em Portugal no ano passado. As queixas aumentaram 25,3% face a 2017, segundo o relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Os problemas com os preços ou pagamento de viagens; o cumprimento defeituoso ou incumprimento de serviço; e a qualidade do atendimento, seja presencial, seja telefónico, foram os três principais motivos de queixas, segundo o relatório da AMT a que o JN/Dinheiro Vivo teve acesso.

A CP liderou a indignação dos utentes. Esta transportadora foi alvo de 33 419 queixas, mais 38,7% face a 2017.

Foi apresentada uma queixa na empresa pública de comboios por cada 3370 utentes. A empresa pública de comboios foi responsável por 43,5% do total de denúncias - o que compara com a quota de 39,4% de 2017.

Além da supressão de comboios regionais nas linhas não eletrificadas (sobretudo no Oeste e Algarve), houve menos comboios no serviço urbano de Lisboa.

No verão, por exemplo, chegou a ser utilizado material do comboio regional para fazer alguns Intercidades.

Metro: Queixas duplicam

Entre Porto e Lisboa, o principal destaque nas reclamações vai para o Metro do Porto. Foram apresentadas 3920 reclamações, mais do dobro dos 1639 processos iniciados em 2017.

O Metro do Porto enfrentou alguns problemas de funcionamento em abril do ano passado por causa da greve dos trabalhadores da EMEF, que fazem a manutenção do material desta transportadora.

No Metro de Lisboa, pelo contrário, houve menos reclamações no ano passado: 4730 contra 6060, menos 21,9% do que em 2017.

Nos autocarros, também a principal empresa do Porto recebeu mais reclamações: as queixas na STCP aumentaram 10,1% para 3456 processos. Em Lisboa, a Carris foi alvo de 6027 queixas, menos 22,3%.

fora do livro

Três quartos das queixas no setor dos transportes foram registadas fora do livro de reclamações da AMT.

Esses processos foram iniciados através das reclamações escritas nos portais das empresas, do telefone ou através de correio eletrónico.

A AMT, liderada por João Carvalho, também recebeu reclamações sobre outro tipo de serviços.

Embora em escala reduzida, registaram-se queixas contra empresas de aluguer de automóveis, transporte de mercadorias, centros de inspeção técnica, escolas de condução, gestora de infraestruturas ferroviárias, de empresas de táxis e de transporte em veículos descaracterizados (plataformas TVDE).

Também foram registadas reclamações no transporte fluvial e ainda no setor marítimo e portuário.

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