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Recomendações da OCDE são "opiniões" que não alteram metas do Governo

Recomendações da OCDE são "opiniões" que não alteram metas do Governo

O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros considerou, esta quinta-feira, que as recomendações da OCDE sobre a economia portuguesas "são opiniões" e garantiu que o Governo não encontra razões para alterar as metas que estabeleceu.

"As declarações do economista-chefe para Portugal da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) são previsões. O Governo tem metas próprias, tem vindo a trabalhar afincadamente para cumprir essas metas e mantém-se fiel ao cumprimento das mesmas, e não encontra razões para achar que essas metas deixarão de poder ser prosseguidas até ao final do ano", disse Luís Marques Guedes na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros.

O secretário de Estado esclareceu que Portugal se encontra "sob um programa de ajustamento e as decisões relativas ao Orçamento do Estado e as opções sobre o rumo da economia portuguesa são tomadas pelo Governo português em articulação com os parceiros do programa (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia)".

"Quando se fala de um relatório da OCDE ou de outra entidade, não são essas entidades que são nossos parceiros no programa de ajustamento", reiterou Luís Marques Guedes, segundo o qual as recomendações da organização para a economia portuguesa não passam "disso mesmo, de previsões".

E rematou: "São relatórios, são opiniões, são previsões, que não deixarão de ser olhadas, mas não são elas que vão tomar decisões sobre o nosso país, com toda a certeza".

Esta quinta-feira, a OCDE divulgou um relatório sobre a economia portuguesa, onde prevê que a recessão se vai prolongar pelo menos até ao próximo ano. A economia portuguesa irá encolher 3,2% este ano e 0,9% no próximo.

Quanto ao défice, a previsão da OCDE é que o Governo falhe as metas da 'troika', embora por margens relativamente curtas: 4,6% do PIB em 2012 (a meta é 4,5%) e 3,5% em 2013 (a meta é 3%).

A OCDE também espera que o desemprego continue a subir, situando-se nos 15,4% em 2012 e 16,2% no próximo ano.

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