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Recorde na avaliação bancária das habitações

Recorde na avaliação bancária das habitações

Num mês, o valor mediano subiu 21 euros, fixando-se em 1272 euros por metro quadrado.

A avaliação que os bancos fazem das casas para a atribuição de crédito atingiu em novembro um valor mediano de 1272 euros por metro quadrado, o que se traduz num recorde desde, pelo menos, janeiro de 2011, de acordo com dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Comparando com outubro, significa um aumento mensal de 21 euros (+1,7%), mas uma subida de 128 euros (+11,2%) face a novembro do ano passado.

No conjunto das tipologias que representam 80,3% das avaliações bancárias (os apartamentos T2 e os T3) verifica-se que os T2 subiram 10 euros num mês, para 1422 euros/m2, enquanto os T3 cresceram 19 euros, para 1248 euros.

Todas as regiões em alta

Segundo o INE, "todas as regiões apresentaram aumentos face ao mês anterior, à exceção do Alentejo e da Região Autónoma da Madeira, que mantiveram o mesmo valor". "As maiores variações registaram-se no Centro e no Algarve [2,2% e 2,1% respetivamente]".

Em comparação com o mês de novembro de 2020, a maior variação ocorreu na Área Metropolitana de Lisboa (+11,1%) e a menor na Região Autónoma dos Açores (+0,5%).

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O INE aponta que o Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa, o Alentejo Litoral e a Região Autónoma da Madeira "apresentaram valores de avaliação superiores à mediana do país [34%, 32%, 4% e 1%, respetivamente]". "Beiras e Serra da Estrela foi a região que apresentou o valor mais baixo em relação à mediana do país [-47%]", nota o instituto.

Em novembro, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi de 1401 euros. Trata-se de um aumento de 11,9% face a novembro de 2020. Segundo o INE, o valor mais elevado (1701 euros) foi registado no Algarve e o mais baixo (905 euros) no Alentejo.

O valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 1031 euros por metro quadrado em novembro, o que representa um aumento anual de 8,1% e mensal de 2,1%.

30 mil foi o número de avaliações bancárias consideradas pelo INE em novembro, mais 8,7% do que há um ano, refere o instituto.

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