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Redistribuir quota para permitir pescar mais no verão

Redistribuir quota para permitir pescar mais no verão

Carlos Braga diz que estava a deitar 80% do que pescava ao mar que assim não ganha para pagar as despesas.

Nos primeiros dias de dezembro, Carlos Braga viu o que nunca julgou ser possível: barcos a deitar toneladas de sardinha fora. O cabaz (22,5 quilos) estava a ser vendido a 14,60 euros, 65 cêntimos o quilo, e quando havia quem a quisesse. O mestre do "José Dinis" foi um dos que encostaram o barco ao cais. Garante que não falta sardinha no mar, falta é quem a queira comprar.

"Em 100 toneladas, 80 deitávamos ao mar. Estávamos a deitar fora 80% do que pescávamos. Não havia quem comprasse", conta. Quando aparecia comprador, no máximo, vendia-se sardinha a 65 cêntimos o quilo. Com nove tripulantes, o barco de 13 metros, que pesca, habitualmente, ao largo de Matosinhos, "não estava a faturar para pagar as despesas". Só em gasóleo vão 1600 euros por semana. Junta-se o gelo. "Não dava!", assegura o mestre.

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