O Jogo ao Vivo

estradas de portugal

Redução de pessoal na EP e na Refer só com acordo dos trabalhadores

Redução de pessoal na EP e na Refer só com acordo dos trabalhadores

O presidente da Infraestruturas de Portugal afirmou que uma eventual redução do número de efetivos na sequência da fusão da Estradas de Portugal e da Refer só se fará com a "concordância dos próprios trabalhadores".

"Iremos fazer o que é normal do ponto de vista da gestão. Tivemos uma redução de efetivos, quer na Refer quer na Estradas de Portugal [EP] nos últimos anos, que tem sido feita com a natural concordância dos próprios trabalhadores, e manteremos essa política para o futuro", afirmou António Ramalho, na conferência de imprensa de divulgação dos resultados das duas empresas.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da empresa que nascerá da fusão das gestoras da rodovia e da ferrovia realçou que "a fusão não altera em nenhuma circunstância a situação dos trabalhadores".

"Vamos encontrar o número adequado de trabalhadores para as funções que temos que desempenhar, o que passa naturalmente por uma gestão quer do lado das contratações quer do lado de algumas rescisões por mútuo acordo que terão que ser enquadradas", acrescentou.

António Ramalho garantiu que "a relação com os trabalhadores se vai manter dentro de patamares de grande diálogo", agradecendo a contribuição das comissões de trabalhadores no processo de fusão.

O gestor prevê que a fusão se concretize a 1 de maio - caso contrário só a 1 de junho, por ter que se iniciar no primeiro dia do mês -, considerando que "1 de maio era um dia bonito para fazer a fusão por ser o dia do trabalhador".

Entretanto, já estão a ocorrer mudanças de instalações em vários pontos do país, o que irá libertar vários imóveis, que serão vendidos ou concessionados.

PUB

António Ramalho adiantou que, após a fusão, as duas empresas serão proprietária de "mais de um milhão de metros quadrados de edificado na posse", referindo ser imperativo desenvolver uma política de libertação de todos os excessos, o que passará por vários modelos. "É um longo trabalho que temos que fazer, porque sabemos que temos aqui um grande valor", acrescentou.

A Infraestruturas de Portugal, nova empresa que nascerá da fusão, contará com cerca de 4000 trabalhadores e será gestora de 13515 quilómetros de rodovia e 2794 quilómetros de ferrovia.

O Governo defende que a fusão permitirá obter ganhos de eficiência muito relevantes, designadamente ao nível da contratação externa, da eliminação da sobreposição de estruturas internas comuns às duas empresas, da redução de encargos por via de economias de escala e de uma melhor afetação dos recursos disponíveis.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG