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Redução do défice deve ser acompanhada de medidas para o crescimento, diz FMI

Redução do défice deve ser acompanhada de medidas para o crescimento, diz FMI

A redução da dívida pública implica medidas de redução do défice mas deve ser "complementada por medidas para o crescimento", sobretudo através da política monetária e de "reformas estruturais", defende o Fundo Monetário Internacional.

Num artigo que acompanhará a edição de outubro das suas previsões macroeconómicas, o Fundo Monetário Internacional (FMI)argumenta que os países com crises de dívida soberana "devem privilegiar reformas estruturais duradouras sobre medidas temporárias ou de curto prazo".

Para reduzir a dívida, é preciso ter "consolidação orçamental e políticas que promovam o crescimento", alerta o artigo, intitulado "O Bom, o Mau e o Feio: 100 anos a lidar com o espetro da dívida pública".

A redução da dívida pública "é um processo demorado, sobretudo no contexto de um ambiente externo frágil", defende o FMI.

Os técnicos do FMI estudaram um século de evolução da dívida pública, focando-se em seis casos particulares em que a dívida ultrapassou os 100% do PIB (entre os quais o Reino Unido nos anos 1920 ou a Itália nos anos 1990). Essa é a situação em que Portugal atualmente onde se encontra.

"Há quem pense que a austeridade é essencial para resolver a crise atual. Outros argumentam que a austeridade é contraproducente, e que é mais importante revigorar o crescimento através de estímulos orçamentais", lê-se no artigo. O FMI considera contudo que é necessário fazer as duas coisas - reduzir os défices e aumentar o crescimento económico.

No caso dos países do sul da Europa, como Portugal, "cujos setores financeiros continuam frágeis e que continuam a ter problemas relacionados com a união monetária", a capacidade de superar a crise "será limitada até que esses problemas sejam resolvidos".

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou este mês que a dívida de Portugal deverá chegar aos 119,1% do PIB no final deste ano, subindo para 124% em 2013.

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