Economia

Relvas diz que mais tempo e mais dinheiro levam a exigências mais duras

Relvas diz que mais tempo e mais dinheiro levam a exigências mais duras

O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, afirmou, esta quinta-feira, que mais tempo e dinheiro da 'troika' conduziriam ao segundo resgate e exigências mais duras, sublinhando que, cumprindo o memorando, faltam 18 meses para recuperar a soberania financeira.

"Portugal pode escolher a via mais fácil: de mais tempo e de mais dinheiro, mas isso só aumentará a dívida. A fórmula conduzia-nos ao segundo resgate e a exigências ainda mais duras da 'troika'", disse Miguel Relvas durante a conferência "Opções estratégicas para Portugal - políticas para a próxima década", que hoje decorre na Estalagem Via Norte, em Matosinhos.

Segundo Miguel Relvas, Portugal pode "cumprir os compromissos e concluir o programa de ajustamento dentro dos prazos" ou pode "desistir agora e, dessa forma, prolongar os sacrifícios".

"Há a opção do futuro. A outra é a opção do passado. Podemos escolher entre a ambição reformista ou deixar tudo na mesma. A escolha é nossa, de facto é nossa. Se cumprirmos o memorando recuperamos a soberania financeira. Faltam 18 meses para o conseguirmos", sublinhou.

O ministro sublinhou que "o Governo aceitou o desafio de adotar as reformas estruturais de que o país precisa e de cumprir o memorando de entendimento", criticando o facto de "muitos críticos" não compreenderem "a inevitabilidade da tarefa" e que "a alternativa não será a estagnação do país, mas o declínio irreversível".

"Os nossos críticos dizem que preferimos austeridade a todo o custo em vez de benefícios do crescimento económico. Se fosse verdade, era de facto uma loucura. Mas não existe uma varinha de condão para fazer crescer o produto interno. Isso exige tempo, investimento, ideias novas, crédito, baixos níveis de endividamento", alertou.

" entrada, Miguel Relvas, questionado pelos jornalistas sobre a posição manifestada na quarta-feira pelo Presidente da República, Cavaco Silva, a favor de que Portugal beneficie de uma redução das comissões pagas pelos empréstimos e de um alargamento dos prazos de reembolso, algumas das novas condições recentemente concedidas à Grécia, respondeu que o "ministro da Defesa e o ministro da Administração Interna já se pronunciaram hoje" sobre esta matéria.

"A opinião deles é a minha, é a de criar condições objetivas e rápidas para que Portugal possa voltar aos mercados. Nós falamos a uma só voz", reiterou.

Interrogado sobre a carta que os democratas-cristãos anunciaram que vão enviar à 'troika', Miguel Relvas - que sublinhou que era uma informação que estava a saber naquele momento -, respondeu: "Paulo Portas é ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e tem, portanto, um papel permanente de relacionamento com as instituições europeias".

O ministro rejeitou a existência de problemas na coligação e garantiu que o "Governo está tranquilo, está unido e acima de tudo tem um rumo, tem um caminho".

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