Economia

Repsol perde 7,04% depois de nacionalização da filial argentina

Repsol perde 7,04% depois de nacionalização da filial argentina

As ações da petrolífera espanhola Repsol abriram, esta terça-feira, a cair 7,04% no arranque da sessão na bolsa de Madrid, consequência direta da decisão da Argentina de nacionalizar a YPF, sua filial no país.

O anúncio do governo argentino foi feito na segunda-feira, já depois de a bolsa espanhola fechar, pelo que a queda da Repsol na sessão de hoje reflete o efeito dessa polémica decisão, que o Governo espanhol considerou uma "hostilidade".

Do outro lado do Atlântico, as ações da YPF foram suspensas em Nova Iorque, onde chegaram a cair 18%, enquanto as da Repsol, que cotizam nos mercados secundários, cederam 3,99%.

Em comunicado enviado à Comissão Nacional de Mercado de Valores (CNMV), a Repsol considerou a decisão argentina "manifestamente ilícita e gravemente discriminatória", adiantando que tomará todas as medidas legais que considere adequadas de acordo com o direito argentino, a normativa dos mercados onde cotiza e o direito internacional".

A Repsol detalha que a sua participação de 57,43% na YPF tinha um valor patrimonial de 4122 milhões de euros no fim de 2011, recordando que mantém um empréstimo com o grupo Petersen avaliado em 1542 milhões de euros.

No final de 2011, a YPF representava 25,6% do resultado operativo do grupo e 21% do resultado depois de impostos, bem como 33,74% dos investimentos.

A Repsol refere que, como consequência da medida anunciada pelo governo argentino, a dívida líquida do grupo se reduz em 1600 milhões de euros.

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Pouco antes de o comunicado ser divulgado, o governo espanhol considerou a decisão da Argentina de expropriar a YPF, controlada pela Repsol, um "gesto de hostilidade" contra Espanha e anunciou que está a preparar medidas de reação, a conhecer nos próximos dias.

A presidente argentina, Cristina Kirchner, declarou de utilidade pública e sujeito a expropriação 51% do património da petrolífera YPF, preparando-se para enviar ao Congresso o projeto de lei que expropria a maioria das ações da empresa e declara de "interesse público nacional" o setor petrolífero.

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