Poupança

Resgatar PPR sem penalização acaba no final do mês

Resgatar PPR sem penalização acaba no final do mês

Resgates subiram em 2021, mas as novas subscrições dispararam. Deco desaconselha levantamentos.

Para ajudar as famílias a lidar com a crise económica provocada pelas medidas adotadas na gestão da pandemia, passou a ser permitido o resgate dos Planos Poupança-Reforma (PPR) sem penalização fiscal, fora das condições previstas na lei, até 30 de setembro de 2020. Este regime, que é excecional, foi depois prolongado, mas termina já no final deste mês.

O resgate é possível, mas só mediante algumas condições e o montante a levantar não pode ultrapassar um valor de cerca de 400 euros. Mas a Deco desaconselha: "Não recomendamos o resgate de PPR. Se não for estritamente necessário, não é naturalmente recomendável", diz António Ribeiro, economista da Deco Proteste. "Os PPR são um produto de poupança de longo prazo. É uma almofada financeira para a reforma", adiantou.

Certo é que, se os resgates aumentaram em 2021, a subscrição de PPR disparou. A maior parte deste tipo de poupança está alocada aos Seguros PPR, que garantem o capital. Desde o início do ano foi resgatado um montante de 468 milhões de euros destes planos, segundo dados da ASF - Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. Trata-se de um aumento de 6,1% face a igual período de 2020, mas ainda assim inferior ao crescimento homólogo de 10,5% registado nos sete primeiros meses do ano passado. As subscrições atingiram em julho os 846 milhões de euros, mais 81,8% face a igual período de 2020, quando houve uma quebra de 75%.

Quanto aos Fundos PPR, registaram até julho um valor de subscrições líquidas - contabilizando resgates - de 594 milhões de euros, segundo dados da APFIPP - Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios. Desde o início do ano, os ativos sob Fundos PPR cresceram 22,1% para 3753 milhões de euros. Só em julho, as subscrições líquidas situaram-se em 89,1 milhões.

Segundo António Ribeiro, há mesmo riscos caso as famílias decidam resgatar estes PPR de fundos. "Podem ir resgatar numa altura em que as cotações estejam em baixa e até podem perder capital". Lembrou que nos fundos deve evitar-se agir por impulso. "Nos últimos 12 meses, há fundos com uma rendibilidade média de duas casas decimais. É tudo uma questão de manter a calma", indicou.

Limites

PUB

PPR têm de ter sido subscritos até 31 de março de 2020 e o resgate não pode exceder o limite mensal do indexante dos apoios sociais - de 438,81 euros.

Em que condições

O resgate é possível, por exemplo, em situação de isolamento profilático, desemprego, suspensão de contrato ou redução de horário de trabalho, se receber AERT ou tiver tido uma quebra do rendimento médio mensal superior a 40 %.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG