Pandemia

Restaurante de Lisboa recusa fechar e invoca Constituição

Restaurante de Lisboa recusa fechar e invoca Constituição

O casal fundador do espaço de restauração lisboeta invoca o artigo 21 da Constituição - Direito de Resistência para manter abertas as portas.

O restaurante Lapo, em Lisboa, recusa-se a fechar portas devido ao confinamento geral que vigora desde as zero horas desta sexta-feira. O casal fundador do espaço no bairro da Bica invoca a Constituição para manter as portas abertas.

"Na sequência da promulgação do Decreto-Lei n.º 6-A/2021, de 14 de Janeiro, e após uma avaliação dos factos presentes coerente com os nossos princípios morais e éticos, assim como com o espírito - e a letra - da Constituição da República Portuguesa, nós, António Guerreiro e Bruna Guerreiro, sócios-gerentes da empresa Atelier Lapo Lda., decidimos manter o restaurante Lapo aberto, invocando o artigo 21.º da Constituição da República Portuguesa - Direito de Resistência", anunciam em comunicado.

Na sua opinião, "quando a "Autoridade", que tem o dever de nos defender e governar, leva as nossas empresas e as nossas famílias à ruína financeira, privando-nos do direito à subsistência, depois de uma vida de sangue, suor e lágrimas, é um sinal de que é urgente refletir e agir.

Para António e Bruna Guerreiro, "a defesa da saúde pública não deve nem pode tornar-se um álibi para um atentado contra a vida e a liberdade do povo português".

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