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Restaurantes pagam 30% só para estar nas apps de entregas

Restaurantes pagam 30% só para estar nas apps de entregas

Estafetas não têm contrato e muitos são ilegais. PSP tem feito operações a estes profissionais.

Há um ano, Uber Eats e a Glovo estrearam-se nas entregas em Lisboa e, de lá para cá, expandiram para mais cidades portuguesas, nomeadamente o Porto. Já existiam serviços de estafetas, mas o modelo de negócio das multinacionais é mais agressivo: os restaurantes parceiros pagam joia para aderir às redes e ainda têm de abdicar de 30% da faturação e os estafetas, geralmente imigrantes ilegais, só quando fazem as contas percebem que "pagaram para trabalhar". Nuno Rocha, vice-presidente da Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo, recomenda aos associados "cautela com as letras pequeninas dos contratos antes de assinar".

Aos restaurantes, as plataformas cobram uma "joia de entrada de 120€, abatida nas primeiras entregas, no caso da Glovo". A visibilidade na plataforma e o acesso aos clientes registados na app (aplicação) de transporte, no caso da Uber, "custam 30% da faturação", em média, o que "supera a rentabilidade de alguns restaurantes". Para aguentar, alguns aumentam os preços nos menus das apps.

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