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Ricardo Salgado usou Tranquilidade para esconder fraudes no BES

Ricardo Salgado usou Tranquilidade para esconder fraudes no BES

Seguradora nunca recebeu investimento de 135 milhões de euros em papel comercial do Grupo.

As ações da Tranquilidade foram usadas como garantia para os sucessivos empréstimos contraídos pelas empresas do Grupo Espírito Santo (GES). A companhia de seguros também comprou, só em maio de 2014, 85 milhões de euros de papel comercial emitido pelo universo GES e, sempre a mando de Ricardo Salgado, foi avaliada em quase 900 milhões de euros quando valia, no máximo, 350 milhões. A delapidação do capital da Tranquilidade tinha sempre o mesmo objetivo: ocultar a viciação das contas, validar a transferência de milhões de euros entre entidades do GES e permitir a captação de investidores para que o império não ruísse. O resultado foi a ruína da companhia

A tese é defendida pelo Ministério Público, na acusação que fez de Ricardo Salgado e outros 24 gestores e empresas arguidos. Em 2014, a Tranquilidade, assim com a T-Vida (detida totalmente pela companhia de seguros), era uma das empresas mais estáveis do setor. Facto que foi aproveitado por Ricardo Salgado para tentar salvar o GES quando a derrocada já era previsível.

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