Economia

Rui Moreira "solidário" com preocupações dos taxistas

Rui Moreira "solidário" com preocupações dos taxistas

O vice-presidente da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) disse, esta sexta-feira, que o presidente da Câmara do Porto se mostrou "recetivo" e que se comprometeu a transmitir à tutela as preocupações do setor dos táxis.

"Temos a sua solidariedade e esperamos que através da sua influência política consiga ter alguns resultados palpáveis. Acredito no presidente da Câmara enquanto homem e solidário com o setor", afirmou o vice-presidente da Antral, José Monteiro, no final de uma reunião com Rui Moreira.

O encontro realizou-se no final de uma marcha lenta que se iniciou cerca das 9.30 horas junto ao Castelo do Queijo e terminou na Avenida dos Aliados, inserida na iniciativa nacional de protesto contra a suposta atividade ilegal da Uber em Portugal.

O serviço de transporte Uber permite chamar um carro descaracterizado com motorista privado através de uma plataforma informática que existe em mais de 300 cidades de cerca de 60 países.

No Porto, a manifestação reuniu cerca de 400 carros, de acordo com a PSP, o que equivale a cerca de metade dos táxis existentes na cidade do Porto.

Contudo, José Monteiro considerou que "o protesto mostra que o setor está unido, que está reivindicativo e que é necessário pensar e refletir sobre o que se está a passar. Portugal tem de ser um país de direito, tem de fazer cumprir as decisões dos tribunais".

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"Vamos ver o desenvolvimento da manifestação em Lisboa, nomeadamente dos contactos que há na Assembleia da República e vamos aguardar instruções da direção nacional", para decidir outras eventuais iniciativas de protesto, acrescentou.

Os carros circularam com autocolantes e bandeiras com inscrições como "A Uber é ilegal", "Uber não, táxis sim" e "A Uber é crime nacional", as mesmas palavras de ordem que os taxistas gritaram junto à Câmara do Porto enquanto aguardavam o fim da reunião com o autarca.

A iniciativa de protesto foi organizada pela Federação Portuguesa do Táxi e da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros.

Num manifesto entregue ao Governo este mês, as associações apelam à população para se solidarizar na "luta contra a Uber" e afirmam que o serviço é ilegal porque não se "submete às regras legais que em Portugal disciplinam a atividade do transporte em táxi".

A Uber afirma, contudo, que todos os seus parceiros são licenciados e "devidamente escrutinados" e admite que a empresa pode começar a distribuir serviços para táxis em Lisboa e no Porto, à semelhança do que já faz noutras cidades estrangeiras.

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