Aviação

Ryanair vai encerrar base de Faro a partir de janeiro de 2020

Ryanair vai encerrar base de Faro a partir de janeiro de 2020

Sindicato e companhia de aviação Ryanair sem acordo para serviços mínimos para a greve dos tripulantes de cabine portugueses de 21 a 25 de agosto.

A Ryanair e o Sindicato Nacional de Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) não chegaram a acordo quanto a serviços mínimos para a greve dos tripulantes de cabine, nos próximos dias 21 a 25, mas o representante da companhia irlandesa deixou uma má notícia à mesa da reunião, esta terça-feira. A base de Faro, que emprega cerca de 100 tripulantes, vai encerrar a partir de janeiro do próximo ano, segundo foi informada a presidente do SNPVAC.

"A Ryanair tinha ameaçado com despedimentos e vai concretizar. Foi o que disse o representante da empresa na reunião de serviços mínimos. Não disse se farão um despedimento coletivo ou se darão oportunidade aos tripulantes de passarem para outra base. Mas é curioso que continuam a formar tripulantes", adiantou Luciana Passo, presidente do SNPVAC.

A base de Faro entrou em funcionamento em março de 2010, apenas dois meses após a companhia de aviação irlandesa ter inaugurado a primeira base em Portugal, no Porto. "É bom que o Governo, que tem permitido que a Ryanair continue sem cumprir a legislação laboral portuguesa, tenha atenção aos subsídios que foram dados à companhia quando veio para Faro", recordou Luciana Passo.

Na altura, vigorava um programa de apoio de rotas denominado Initiative: PT, entretanto terminado. Além disso, segundo a informação disponível, Faro não irá perder voos, só não vão estar ali baseados.

Perante o pedido de confirmação da informação enviado pelo JN, a companhia de aviação irlandesa respondeu que "uma série de bases da Ryanair irão sofrer cortes ou ser encerradas neste inverno", atribuindo a situação ao atraso na entrega de 30 aviões Boeing Max. "Estamos atualmente em conversações com o pessoal das bases afetadas", acrescentou fonte da empresa, garantindo que "nenhuma rota será afetada, pois [as existentes] serão servidas por voos a partir de outras bases a partir de novembro, quando entrar em vigor o calendário de inverno".

Direitos dos afetados

Na sequência do pré-aviso de greve, a Autoridade Nacional de Aviação Civil recordou que os passageiros afetados podem ter direito a indemnização ao abrigo do regulamento europeu 261/2004, nomeadamente se não tiverem sido informados pela Ryanair até 14 dias antes da data do voo. Esta quarta-feira será o dia limite para tal aviso para os primeiros voos potencialmente afetados. Os passageiros terão direito ao reembolso se o voo for cancelado e a assistência também se houver atraso superior a três horas (refeições, bebidas, alojamento, telecomunicações).