Salários e pensões

Salário mínimo será de 505 euros

Salário mínimo será de 505 euros

O salário mínimo será fixado em 505 euros. O acordo foi assinado esta quarta-feira, após vários encontros da Concertação Social.

O salário mínimo entrará em vigor em janeiro de 2015, com efeitos retroativos a outubro deste ano. O atual salário mínimo são 485 euros. O acréscimo será assim fixado em 20 euros.

O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social considerou que foi conseguido um bom acordo para o aumento do salário mínimo, que passará a ser de 505 euros a 01 de outubro.

"Chegar a este acordo implicou compromissos, mas conseguimos um bom acordo", disse o ministro Pedro Mota Soares à entrada para o Conselho Económico e Social onde está a ser formalizado o acordo para o aumento do salário mínimo nacional.

No ato de formalização estão também presentes o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, que se escusaram a prestar comentários à entrada do encontro.

O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), António Saraiva, disse aos jornalistas que não foi fácil chegar a acordo mas que foi possível um consenso, em que, segundo disse, sempre acreditou.

António Saraiva explicou que, a partir de 01 de outubro, o novo salário mínimo vai custar aos empregadores 733 euros por trabalhador mas que este custo seria mais elevado se a Taxa Social Única (TSU) paga pelas empresas não tivesse sido reduzida.

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Segundo as contas do presidente da CIP, atualmente, cada salário mínimo de 485 euros custa às empresas 708 euros devido ao acréscimo das contribuições dos empregadores para a segurança social.

Com o novo valor, cada salário mínimo passa a custar 733, mas custaria mais cinco euros se o Governo não tivesse aliviado a TSU em 0,75 pontos, de acordo com os cálculos de António Saraiva.

O acordo para o aumento do salário mínimo nacional para 505 euros, que vai entrar em vigor a 01 de outubro, foi fechado esta tarde entre as confederações patronais, o Governo e a UGT.

Este aumento foi acordado após vários encontros entre os parceiros sociais e o Governo, exceto a CGTP, realizados à margem da Concertação Social ao longo do mês de setembro.

Atualmente o salário mínimo nacional é de 485 euros e está congelado desde 2011. Ao abrigo de um acordo de Concertação Social de 2006, esta remuneração deveria ter sido fixada nos 500 euros em 2011.

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