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Sarkozy lamenta entrada na zona euro de países que não estavam prontos

Sarkozy lamenta entrada na zona euro de países que não estavam prontos

O presidente francês Nicolas Sarkozy lamentou este domingo que os dirigentes europeus sejam obrigados a lidar com as consequências de os seus antecessores terem deixado "países que não estavam preparados" entrar na zona euro.

"Nós temos de gerir as consequências daqueles que fizeram entrar na zona euro um certo número de países que não estavam prontos e que enfraqueceram a disciplina" fiscal na moeda única europeia, disse o presidente francês, à margem das cimeiras de chefes de Estado e de Governo da União Europeia e da zona euro, que decorreram em Bruxelas.

"Não me lembro de que a chanceler alemã Angela Merkel e eu já tivéssemos responsabilidades quando todos esses países decidiram endividar-se ou mesmo na altura em que se decidiu deixar entrar na Europa, ou mesmo na zona euro, países que não cumpriam nenhum dos critérios exigidos na altura", acrescentou.

Sarkozy, que falava numa conferência de Imprensa conjunta com a chanceler alemã Angela Merkel, sublinhou o que considerou ser a posição difícil dos dois líderes, ao decidir medidas com efeitos na Irlanda, em Portugal, na Grécia, em Itália ou em Espanha.

"A senhora Merkel é responsável da Alemanha, eu sou responsável de França. Nós encontramo-nos na situação de ter de tomar decisões a favor dos países onde nunca fomos eleitos. E cada um de nós pode perceber que isso levanta problemas democráticos", adiantou o presidente francês.

"Não temos mandato para gerir esses países e, por isso, temos de lhes pedir para que façam esforços (...) Mas se a Alemanha e França não tivessem decidido assumir as suas responsabilidades, onde estaríamos hoje?", afirmou ainda Sarkozy.