Economia

Secretário de Estado fica irritado quando empresas optam por Espanha em vez de Portugal

Secretário de Estado fica irritado quando empresas optam por Espanha em vez de Portugal

O secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, afirmou, esta sexta-feira, sentir-se irritado quando uma empresa que procura o mercado ibérico escolhe Espanha e não Portugal para se instalar, vincando que o Governo pretende atenuar os "custos de contexto".

"Estamos a trabalhar na identificação dos custos de contexto que possam, eventualmente, prejudicar-nos quando em competição com outros países", disse, reforçando: "Estamos a trabalhar para sabermos exatamente o que é que temos de mudar e como é que temos de mudar."

Bernardo Ivo Cruz falava na conferência de apresentação da Associação Portuguesa de Parques Empresariais (APPE), no Funchal, na qual afirmou não haver "razão nenhuma" para uma empresa optar por Espanha quando decide operar na Península Ibérica.

"Irrita-me sempre - permitam-me a expressão - que quando uma empresa vem se instalar no mercado ibérico escolha Espanha e não Portugal", disse.

O secretário de Estado explicou que esta realidade o leva a questionar se a escolha tem a ver com "condições objetivas", ou se está relacionada com a "ideia" e a "tradição" do que é a Península Ibérica e o mercado ibérico.

"Se for a primeira, nós agiremos sobre essas condições. Se for a segunda, nós agiremos através da criação da 'Marca Portugal' e da apresentação do que Portugal de facto é", disse.

E acrescentou: "Não há razão nenhuma, ou não deverá haver razão nenhuma, para que uma empresa que queira trabalhar no mercado ibérico escolha Espanha para se instalar e não Portugal. E, caso haja razões, nós temos de lhes dar resposta."

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Para além da promoção da 'Marca Portugal', Bernardo Ivo Cruz disse que a Secretaria de Estado pretende identificar e recorrer a todas as fontes de financiamento disponíveis para a internacionalização da economia portuguesa.

"Conhecemos os fundos e o financiamento que estão previstos quer pelos fundos europeus, quer pelo Orçamento do Estado, mas não conhecemos e raramente utilizamos outros financiamentos que estão disponíveis, que existem, e que são geridos diretamente em Bruxelas, pela Comissão Europeia, e não pelos Estados-membros, ou através de fundos de investimento privados que andam um pouco por todo o mundo à procura de bons investimentos", explicou.

E reforçou: "Temos de identificar essas fontes de financiamento e temos de trabalhar com esses fundos de investimento."

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