O Jogo ao Vivo

Economia

Seria errado "mudar o curso" do combate à crise na Europa, avisa Merkel

Seria errado "mudar o curso" do combate à crise na Europa, avisa Merkel

A chanceler alemã, Angela Merkel, considerou, este domingo, que seria errado "mudar o curso" do combate à crise na zona euro, que consiste essencialmente na oferta de ajuda financeira internacional em troca de mudanças nas políticas económicas nacionais.

Durante um discurso em Dusseldorf, no âmbito da campanha para as eleições de 22 de setembro, a líder alemã afirmou que seria errado "mudar o curso" do combate à crise na zona euro.

No mesmo discurso, a chanceler afirmou também que rejeitou propostas da oposição alemã para a criação de títulos de dívida europeia, os chamados 'eurobonds', e rejeitou também a ideia de criar um fundo europeu conjunto para o pagamento da dívida dos países mais endividados.

As declarações da chanceler surgem no final de uma semana marcada pela divulgação de indicadores económicos mais positivos que o esperado. O Eurostat reviu na semana passada as previsões de contração da economia da zona euro e da União Europeia no segundo trimestre, em termos homólogos, para 0,5% e uma estagnação, respetivamente, melhor do que o estimado em agosto.

A estimativa anterior indicava quedas do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,7% na zona euro e de 0,2% na União Europeia, em termos homólogos.

A segunda estimativa rápida divulgada pelo gabinete de estatísticas da União Europeia na passada quarta-feira adianta ainda que as economias da zona euro e da União Europeia cresceram 0,3% e 0,4%, respetivamente, no segundo trimestre de 2013, e face ao trimestre anterior.

O Eurostat revê, assim, em ligeira alta os números para o conjunto da União Europeia em relação ao crescimento de 0,3% previsto em meados de agosto.

PUB

Num debate televisivo no passado domingo, com o seu rival social-democrata Peer Steinbrück, a chanceler garantiu que a Alemanha vai continuar a apoiar os países europeus em dificuldades financeiras, mas irá manter a "pressão" para que avancem com as reformas que necessitam.

Steinbrück reconheceu a necessidade de políticas de consolidação fiscal em países como a Grécia, mas recusou aplicá-las em "doses mortais".

Por seu turno, Angela Merkel contrapôs que se nega a exercer uma "falsa solidariedade", e defendeu antes uma "solidariedade e responsabilidade".

Merkel deixou clara a sua aposta no euro, "para garantir o bem-estar e o trabalho na Alemanha", e voltou a responsabilizar os social-democratas por terem permitido à Grécia entrar na zona Euro sem ter cumprido todos os requisitos.

Steinbrück também disse que os países europeus em crise não conseguiram recuperar, apesar das ajudas financeiras, e criticou o esquecimento das políticas a favor do crescimento e da criação de emprego para jovens, recordando que a Alemanha foi ajudada "de forma maciça" depois da Segunda Guerra Mundial e "tem agora uma responsabilidade na Europa".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG