Crise

Shoppings temem encerramentos e despedimentos após as festas

Shoppings temem encerramentos e despedimentos após as festas

Centros comerciais de menor dimensão podem entrar em falência se o cenário de quebras de vendas no comércio neste final do ano não tiver apoios do Estado.

"O Governo agravou as restrições nos feriados e nas vésperas de feriados e deixou insinuações de que o Natal é para esquecer, mas este período é crucial para o comércio reduzir os prejuízos", lamentou Sampaio de Mattos.

O presidente da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) lamentou que continuem a não existir medidas de apoio aos shoppings, onde "já havia fortes restrições ao nível do número de pessoas por metro quadrado, que vigora também durante a semana".

Para o responsável, é expectável que "depois das festas, haja insolvências e despedimentos, quando as empresas virem como terminam o ano e olharem às perspetivas de recuperação, que não existem ainda". Para os centros comerciais, os tempos que se avizinham também são de dificuldades: "Vão ter dificuldade em arranjar novas lojas para se instalarem e os de menor dimensão poderão, mesmo, entrar em insolvência, como já sucedeu em Espanha".

A APCC reclama, ainda, que "além de não ter havido ajudas, só houve uma lei inconstitucional que obrigou a limitar as rendas". Sampaio de Mattos refere-se à lei do Orçamento Suplementar, de 25 de julho, que permite aos lojistas pagar apenas uma renda variável em função das vendas, ao invés do valor de renda mínima garantida. A associação anunciou que vai fazer queixa do Estado português a Bruxelas, numa altura em que o Parlamento poderá aprovar uma proposta do PAN para que o desconto seja aplicado com retroatividade desde março e outra do PCP para alargar a medida a 2021.

"Para ilustrar a desproporção que esta lei cria, em outubro, mês onde as vendas decresceram 20% face ao período homólogo, esta lei implicou descontos nas rendas de 55%", exemplificou.

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