Economia

Sindicalistas deixam Ministério da Economia com reunião marcada

Sindicalistas deixam Ministério da Economia com reunião marcada

Os sindicalistas e ativistas que ocupavam o Ministério da Economia começaram a desmobilizar, cerca das 18.50 horas, depois do ministro Pires de Lima ter marcado uma reunião para o dia 5 de dezembro. Este foi um dos ministérios, juntamente com a Saúde, Finanças e Ambiente, ocupados esta terça-feira à tarde, com os manifestantes a exigirem ser recebidos para discutir os cortes previstos no Orçamento de Estado.

O objetivo do protesto que passou pela ocupação dos quatro ministérios era desde o início conseguir reuniões com os ministros responsáveis por cada uma das áreas para com eles discutir os cortes previstos no Orçamento do Estado para 2014, aprovado esta terça-feira. Os sindicalistas afirmavam-se dispostos a permanecer nos locais até atingirem os objetivos.

O Ministério da Economia acabou por ser o único ponto de impasse neste protesto, já que as cerca de duas dezenas de ativistas da CGTP, que ali se mantiveram desde as 15 horas numa sala de espera, recusavam ser recebidos pelos assessores do ministro e admitiam passar ali a noite até terem uma resposta.

O acordo chegou ao fim de quatro horas, com o ministro a agendar para dia 5 de dezembro uma reunião com os sindicatos ligados aos transportes. Só então os ativistas deixaram a sala de espera onde permaneciam.

"Nós não reunimos com assessores. Apenas lhes transmitimos que o senhor ministro não precisa de alterar a sua agenda, quando terminar os seus afazeres, que venha reunir connosco", afirmava, ao JN, Vítor Pereira, coordenador da Fectrans, a partir da janela da sala de espera numa altura em que apenas neste ministério se mantinha a ocupação..

O mesmo responsável sublinhou que esta ação "não foi planeada" e garantiu que a mesma resultou de uma decisão tomada esta terça-feira. "Depois da aprovação deste Orçamento de Estado, não temos nada a perder. Não vamos ficar de braços cruzados, a empobrecer mais", concluiu Vítor Pereira.

No Ministério das Finanças, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, reuniu com uma delegação dos sindicalistas. De acordo com a coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Função Pública, Ana Avoila, o secretário de Estado aceitou receber seis sindicalistas após cerca de uma hora de ocupação do ministério.

"Correr com esta gente é preciso, é urgente", "Fascismo nunca mais", "Queremos eleições, estamos fartos de aldrabões" e "Governo de Portas e Cavaco são farinha do mesmo saco" eram as palavras de ordem gritadas pelos dirigentes e ativistas sindicais da CGTP, que ocuparam todo o átrio do Ministério das Finanças.

No exterior do ministério liderado por Maria Luís Albuquerque, estiveram também algumas dezenas de manifestantes com buzinas e apitos, tornando o protesto ruidoso.

No Ministério da Saúde, os sindicalistas foram recebidos pela secretária-geral do ministério, Sandra Cavaca, a quem entregaram a resolução aprovada durante a tarde, com a garantia de que esta será entregue ao ministro Paulo Macedo.

Ficou ainda acordado que os sindicatos de profissionais de saúde e as organizações de utentes que se encontravam no local farão um pedido formal de audiência com o ministro."Pretendemos ser recebidos e faremos chegar ao ministro as nossas preocupações", garantiu a sindicalista Isabel Barbosa.

"Ficou também a promessa de que se não ficar nada resolvido, voltaremos cá", acrescentou Ana Amaral.

Após serem recebidos, por volta das 17.30 horas, os manifestantes abandonaram o edifício do ministério.

Também no Ministério do Ambiente os manifestantes viram, pelo menos parcialmente, satisfeitas as suas exigências, já que o ministro Jorge Moreira da Silva aceitou agendar para dia 9 de dezembro uma reunião com os sindicalistas.