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Situação da TAP "não é diferente de outros países da Europa", diz secretária de Estado

Situação da TAP "não é diferente de outros países da Europa", diz secretária de Estado

A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, disse esta quarta-feira que a posição do Governo português "em relação à TAP não é diferente" da "que acontece nos outros países da Europa", em vésperas da apresentação do plano de reestruturação.

Numa conferência de imprensa no final da 7.ª Reunião Virtual do Comité de Crise da Organização Mundial do Turismo (OMT), a governante, questionada sobre o impacto da situação da TAP no turismo em Portugal, acrescentou que há outros países Europeus que "estão a viver realidades muito idênticas nas suas companhias de bandeira" e no geral, nesta área.

Este é "um tema que tem vindo a ser acompanhado pelo Governo", recordou Rita Marques, realçando que ainda hoje o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, "deu nota de que o Governo está a trabalhar ativamente no 'dossier' para garantir uma viabilidade que se pretende para a companhia e que, se vier a ser alcançada, ajudará em muito o setor do turismo", salientou.

O ministro da Economia afirmou hoje que as remunerações pagas a "muitos" dos trabalhadores da TAP são superiores às suportadas por congéneres europeias e que "é preciso um esforço muito significativo" para assegurar a viabilidade futura da companhia aérea.

Pedro Siza Vieira falava aos jornalistas no final de uma reunião da Concertação Social, tendo sido questionado sobre o plano de reestruturação da TAP, que prevê o despedimento de 500 pilotos, 750 tripulantes de cabine e 750 trabalhadores de terra, assim como a redução em 25% da massa salarial do grupo.

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"No caso da TAP, acresce também que os encargos salariais que [a TAP] tem, em comparação, e as remunerações que são pagas a muitos dos seus trabalhadores, em comparação com as suas congéneres europeias, são também superiores àquelas que as suas concorrentes e congéneres suportam", disse o governante.

"Portante, é preciso fazer um esforço muito significativo para assegurar que a TAP não se mantém [só] em 2021, ou 2022, mas tem a possibilidade de se aguentar mais tarde", acrescentou.

O número dois do Governo sublinhou a importância que a transportadora aérea tem na economia nacional, enquanto grande exportadora, mas também como compradora a várias empresas portuguesas, justificando-se, assim, a intervenção em seu auxílio.

O Governo esteve reunido em Conselho de Ministros extraordinário na noite de terça-feira, para apreciar o plano de reestruturação da TAP, disse à agência Lusa fonte do executivo, que será entregue a Bruxelas na quinta-feira.

A apresentação do plano de reestruturação da TAP à Comissão Europeia é exigida pela concessão de um empréstimo do Estado de até 1.200 milhões de euros, para fazer face às dificuldades da companhia, decorrentes do impacto da pandemia de covid-19 no setor da aviação.

Na mesma conferência de imprensa da OMT hoje, o secretário-geral da organização, Zurab Pololikashvili destacou a importância de "harmonizar os protocolos" para as viagens em todo o mundo, com a evolução da vacinação contra a covid-19.

"Há muitas restrições e cada país tem as suas regras. O nosso papel é criar regras harmonizadas, coordenar e interligar estas ideias", disse.

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